Classificação

7
Interpretação
6.5
Argumento
7
Realização
6
Banda Sonora

Nem sempre há tempo para ver todas as séries que queremos, mas depois de Patricia Arquette ter ganho o prémio de Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme na edição deste domingo dos Golden Globes, achei que era definitivamente a altura de espreitar Escape at Dannemora.

Ora, a série tem Ben Stiller como produtor e realizador e baseia-se na história real de Richard Matt e David Sweat, que fugiram de uma prisão de segurança máxima em Nova Iorque, corria o ano de 2015. Pois bem, não soubesse eu aquilo que a série se propunha contar-nos, teria ficado um pouco às aranhas. Somos apresentados aos vários personagens da trama, podemos perceber que houve algo que mobilizou a polícia e que uma das funcionárias da prisão está ligada a esse acontecimento que é a fuga, mas basicamente é isso.

Até estava a gostar da primeira metade do episódio, mas depois tocaram-me à campainha e quando voltei para ver o resto comecei a ficar entediada. Achei sinceramente que a trama tinha um andamento bastante lento, que não podia ser mais diferente do de Prison Break, a outra única série sobre fugas da prisão que vi e que posso usar como ponto de comparação.

É certo que Escape at Dannemora conquistou a crítica, não lhe retiro esse mérito, mas não conseguiu agarrar-me verdadeiramente ao ecrã. A personagem de Patricia Arquette era aquela que mais tinha interesse em conhecer nesta história, mas não gostei dela. Aliás, não houve nenhum personagem com quem tenha simpatizado, se bem que há que reconhecer o carisma que Benicio Del Toro entrega a cada um dos seus papéis e este não é diferente.

A sério que tenho pena de não ter gostado, já que costumo ter um carinho especial por minisséries, mas Escape at Dannemora também não era o meu tipo de série, à partida. Não tem no elenco nenhum nome cujo trabalho aprecie especialmente ou que tenha acompanhado atentamente, não me ofereceu uma personagem feminina forte por quem torcer (Bonnie Hunt não esteve nada mal, mas não acredito que tenha um papel de grande destaque) ou uma trama viciante. No entanto, o facto de a minha opinião não ser a melhor não quer dizer que a série seja má. Longe disso. Não estamos perante um mau produto televisivo, reconheço-o, trata-se apenas de um género que não é bem o meu.

O meu momento preferido acho que foi mesmo quando Lyle, o ingénuo marido de Tilly, disse que não gostava da música que estava a passar no rádio. Estou contigo, amigo, também não sou muito fã do Nick Jonas!

Diana Sampaio