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Quem me conhece, sabe a minha grande preferência por personagens femininas nas séries. Não é uma questão feminista, simplesmente acho que me consigo ligar mais e identificar com elas de outra maneira.

Elas podem não ser ‘as’ grandes personagens da televisão, por isso mesmo não apelidei a lista de algo sobre ‘as melhores’, mas são as minhas personagens preferidas. Os três primeiros lugares foram-me fáceis de atribuir. Quanto às que se seguem, a tarefa já é mais difícil, mas vou tentar o meu melhor para dar a estas personagens os seus devidos lugares no meu coração de viciada em séries.

1. Callie Torres (Grey’s Anatomy): Não podia deixar de lhe dar o primeiro lugar. O que eu já sofri, me emocionei e ri com ela. Não há personagem que me tenha feito chorar mais. Aliás, foi à custa da Callie que me tornei lamechas a ver séries. Desde o início que gostei dela e a personagem teve um crescimento enorme que fez todo o sentido ao longo da série e eu adorei todas as fases dela, desde a Callie mais ‘croma’ e doida do início à ‘adulta’ responsável de agora. Além disso, é inegável que Sara Ramirez é uma actriz fabulosa – o Tony Award que ela ganhou prova-o – e o facto de ela ser tão boa tanto em momentos dramáticos como em cenas cómicas é a cereja no topo do bolo.

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2. Regina Mills (Once Upon a Time): Falo na Regina e não na Evil Queen. Não que eu não adore ver Lana a ser irresistivelmente malvada, mas foi pela personagem de Storybrooke, pelo lado mais humano de Regina, que me ‘apaixonei’. Também é impossível resistir à voz sexy, à atitude, à pose, às expressões de desdém e às tiradas sarcásticas e amargas que tão bem caracterizam a personagem. Tenho é um medo terrível que Regina tenha um final infeliz com essa história de que “os vilões não têm finais felizes”. Regina até pode ser uma vilã, mas nunca a consigo encarar como tal.

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3. Brooke Davis (One Tree Hill): Quase que me sinto triste por lhe dar apenas o 3.º lugar, mas OTH já acabou… Não que isso me faça esquecer a Brooke, mas… Acho que dá para perceber a ideia. Para mim a Brooke (mesmo acima do Nathan) é o melhor de One Tree Hill. É uma excelente amiga, uma óptima pessoa, uma cabeça de vento tão engraçada! Não suportava quando as outras personagens, ou até mesmo a própria, se referem à Brooke do liceu como se ela fosse um desastre. Ela pode ter cometido alguns erros, mas todos os cometeram.

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4. Addison Montgomery (Private Practice e Grey’s Anatomy): Alguém que chega e diz “Hi. I’m Addison Shepherd and you must be the woman who’s been screwing my husband.” (Olá, eu sou a Addison Shepherd e tu deves ser a mulher que anda a comer o meu marido) tem que receber um aplauso 😛 Melhor apresentação de sempre numa série! 😛 Brincadeiras à parte, assim que a Addison apareceu a ideia foi qual? De a tentar mostrar como uma bitch que vinha intrometer-se entre a Meredith e o Derek? É o mais provável, mas eu até costumo gostar das bitches e torcer por elas. Também depressa se percebe que a Addison não é fria, como a aparência dela faz crer. À medida que se vão conhecendo mais camadas, Addison torna-se mais interessante. Se lamentei muito a saída dela de Grey’s Anatomy (sou daquelas que torciam por um grande romance Addison/Mark e adorava a química dela com a Callie), em Private Practice a personagem pôde crescer mais e foi óptimo ter uma série só para ela. É outra personagem que me faz rir muito. Lembro-me em especial das referências delas em relação a querer “ficar muito gorda” e de os canais lacrimais dela “serem orgulhosos”.

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5. Virginia Chance (Raising Hope): Provavelmente só eu tenho esta opinião, mas Martha Plimpton já devia ter ganho um Emmy (ou dois ou mais) pelo papel que interpreta em Raising Hope. É a minha comédia preferida da actualidade, Martha é a minha actriz cómica preferida da actualidade e Virginia a minha personagem cómica preferida também do momento. São as expressões, as caretas, as palermices que saem daquela boca fora, as loucuras de família que ao mesmo tempo são tão queridas. Definitivamente Virginia não é uma mãe tradicional, mas é certamente uma boa mãe e muito divertida.

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6. Arizona Robbins (Grey’s Anatomy): Se eu tivesse coragem tinha-a posto no último lugar da lista. Ou nem a punha de todo, para ela ver que não deve trair a minha número um! (A Izzie e o George ficaram na minha lista negra quando dormiram juntos estando ele casado com a Callie, portanto…) No entanto, é como eu disse, não tenho coragem de não colocar a Arizona, ela é fofinha e esta foto não ajuda em nada 😛 Adorei a Arizona das temporadas 5 e 6, toda espevitada. Ah, e os problemas com figuras de autoridade que a faziam chorar à frente do chefe eram impagáveis, bem como o gozo que todos lhe davam à conta disso. Depois nas temporadas seguintes não liguei tanto à personagem, mas precisamente nesta décima, quando a devia odiar mais, voltei a gostar dela como gostava inicialmente. Não sei explicar bem o porquê, não sei se é simplesmente por eu gostar de ver as personagens ‘lutarem’ com ‘demónios emocionais’ ou whatever, mas a verdade é que gosto muito da Arizona desta temporada. Fez asneira, muita asneira grave, mas há ali qualquer coisa de muito interessante que se passa na cabeça daquela personagem. Só gostava que ela fosse mais ‘transparente’ às vezes.

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7. Temperance Brennan (Bones): Não consigo resistir à Brennan badass-com-vontade-de-dar-porrada-a-quem-merece das primeiras temporadas e muito menos ao lado extremamente racional da personagem. Tão racional, tão centrada na lógica, que parece que nem faz parte deste mundo, ao não compreender coisas que são tão simples para todos aqueles que não têm uma mente científica apuradíssima. É precisamente este lado extremamente racional da Brennan (nunca lhe consigo chamar Bones) que eu adoro. Também tem piada ver o lado mais soft dela, mas gosto bem mais do outro. Ou então vê-la a tentar racionalizar emoções. Também é bastante engraçado.

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 8. Maura Isles (Rizzoli & Isles): Depois da Brennan, outra espertinha 😛 Não há dúvida é de que são bastante diferentes. Maura também pode ter uma mente científica brilhante e saber toda uma série de factos aleatórios (não sei porque é que a Jane se aborrece tanto, tem piada ela saber tantas coisas curiosas), mas tem bastante mais jeito para lidar com as pessoas em geral. A Maura é outra personagem que me faz rir muito.

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9. Claire Dunphy (Modern Family): Adoro esta mãe que parece tão certinha, mas que tem um passado sobre o qual a filha Haley tanto gostava de saber mais 😛 Concluamos que a Claire é uma grande maluca que apenas tem que se retrair um bocado para manter aquela família na linha. Adoro a relação dela com o pai, com o marido, as picardias com o Mitchell… E bem, já tenho dito que me consigo identificar bastante com ela. O irmão dela, tal como o meu, chama-lhe simpática ironicamente e ela não sabe dar más notícias mantendo a compostura.

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10. Alex Vause (Orange Is the New Black): Vês, Arizona, devia ser este o teu lugar! 😛 Sorry, Alex, ok, esta parte pertence-te. Talvez a Alex merecesse mais do que o último lugar da lista das minhas personagens mais queridas. Provavelmente merecia bem melhor, mas também só a conheço há uma temporada (curtinha), portanto teve que ser. Alex é a personagem mais interessante de Orange Is the New Black. Além disso, consegue a proeza de tornar Piper ligeiramente menos aborrecida e isso é quase serviço público! Só tenho pena que as notícias sobre a segunda temporada anunciem a presença da actriz em apenas quatro episódios, porque de certeza que seria muito interessante vir a saber mais sobre Alex. E não podia falar na personagem sem mencionar o facto de ela andar sempre com um livro atrás e de eu ter tendência para gostar de pessoas que gostam de livros 😀

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Para terminar, um pequeno apanhado geral 😛 A minha lista tem três lésbicas (duas se nos lembrarmos que a Callie é bi), três cirurgiãs (duas delas lésbicas), duas cientistas, duas mães cromas, uma personagem reinventada dos contos de fadas e a criadora de um império no mundo da moda.

Diana Sampaio.