Classificação

7.2
Interpretação
7
Argumento
6.5
Realização
6
Banda Sonora

Matt e Jake são dois jovens adultos muito esquisitos que trabalham numa grande empresa de tecnologia. Neste primeiro episódio da nova série da Comedy Central, os dois jovens executivos são encarregados pelos seus superiores a encontrarem o funcionário que está encarregado pelas piadas no Twitter da empresa, uma vez que o mesmo fez uma piada de mau gosto, o que levou a um ataque feroz por parte dos internautas.

Matt e Jake entusiasmam-se com esta oportunidade, uma vez que lhes estão a dar poder para as mãos dentro da empresa. Mas tudo se complica quando conhecem Richard, o autor da piada. Richard revela ser um homem super descontraído e brincalhão, tendo criado uma app que lhe mostra todos os locais onde existem festas na empresa. Deste modo, os dois rapazes, mais Richard, visitam umas três ou quatro festas, comendo bolo e bebendo champanhe. Quando chega a hora de o despedir, os rapazes não conseguem. Com isto, os três acabam por ser despedidos. Richard ameaça suicidar-se e Matt e Jake criam uma hashtag na internet para salvar Richard. Toda a fama e atenção mediática vira-se agora para Richard e ele acaba por ser readmitido na empresa, assim como os dois rapazes.

Corporate funciona como uma sátira às grandes empresas tecnológicas. Certamente que quem trabalha no meio se revê em algumas personagens que vão aparecendo, sejam nos dois rapazes esquisitos, seja em Richard, com as suas piadas, seja nos dois diretores super desagradáveis ou no próprio patrão que vive da vaidade e imagem da empresa. O episódio tem momentos cómicos e exagerados como deve ser na comédia. Um desses casos é o tablet gigante que é a nova aposta da empresa. Há outras críticas como a dependência da internet ou a utilização de catástrofes naturais como um tsunami para atrair clientes e atenção para a empresa. Gostei do que vi. É simples, mas engraçado. Não passa o limite do tentar ser demasiado engraçado e fixa-se num humor próprio e capaz de encontrar semelhanças com a realidade descrita.

Carlos Real