Classificação

6
Interpretação
7.6
Argumento
7
Realização
6.8
Banda Sonora

Ora então. Mais um dia, mais uma novidade no mundo das séries. Bom, se calhar não. Os reboots estão na moda e a tão acarinhada série Charmed, que tornou conhecidas atrizes como Holly Marie Combs (também popularizada por Ella Montgomery, mãe de Aria em Pretty Little Liars) e Alyssa Milano no final da década de ’90 e esteve no ar durante oito temporadas. Como tal, a The CW fez uma reciclagem e aproveitou o grande sucesso desta para criar uma nova com o mesmo título e conceito para ser uma aposta segura para a rentrée no outono, uma opção que não foi vista com bons olhos pelo elenco da série original e que gerou controvérsia após revelar os nomes do novo elenco. Mas como se diz, e bem, falem de mim. Mal ou bem, mas falem.

A história de Charmed começa com um assassinato que desencadeia uma série de acontecimentos. A história tem como protagonistas as irmãs Maggie, Mel (tão irritante que só aprendi o nome dela no final do episódio!) e de Macy. Maggie é caloira na faculdade, Mel está a começar uma carreira como professora na universidade e Macy é cientista. As três partilham a mesma mãe, mas Macy cresceu separada das irmãs por motivos que ainda vamos descobrir.

Estas três mulheraças, após um acontecimento que muda as suas vidas para sempre, descobrem que possuem super poderes. Todos diferentes uns dos outros, mas que ao fim e ao cabo se completam. Claro que há todo um drama inicial sobre os  poderes e blá blá blá, mas claro que o resultado é o óbvio que toda a gente sabe. Temos aqui uma história de fantasia, sobre bruxas que lutam contra as forças do mal. Uma história simples e batida, mas que nos sabe tão bem depois de sermos bombardeados com séries complexas e difíceis de engolir como é o caso de The Handmaid’s TaleWestworld, por exemplo. O mundo lá fora está um caos, precisamos de respirar fundo e ver estas séries. Fazem bem à alma. Creio que escrevo isto sempre que faço uma review de uma série mais leve e que me agrada e em cujo potencial acredito. Não que Charmed seja genial. Não é, de todo.

Em relação às manas, as figuras centrais desta série, adorei Maggie. Acho que faz bem o papel de rapariga acabadinha de sair da adolescência e que no fundo quer trancar-se lá dentro. A universidade é uma ótima desculpa para isso, mas os eventos fazem com que tenha que crescer e ser mais madura. Maggie é capaz de ser a personagem mais agradável. Macy é a irmã perdida, extremamente inteligente e sensível. Adorei-a e adorei a química imediata que teve com as irmãs. Um clique perfeito! Já Mel… bom, já disse que a achava chata e irritante até dizer chega. É a irmã revoltada e revolucionária. Era um papel difícil e meio chato de conquistar o público. No primeiro episódio a mim não conseguiu, mas estou a torcer por ela!

Em suma, já tinha ouvido falar muito falar de Charmed, mas nunca tinha visto. E por um lado ainda bem que consegui ser 100% parcial nesta crítica. Se continuar assim, é uma série com futuro e um guilty pleasure. Não podem é meter-se em aventuras e transformar a série na mesma seca tremenda que está Riverdale. Vamos a isso! Estou a fazer figas pela série e por estas mulheres fortes e determinadas.

Maria Sofia Santos