Classificação

6
Interpretação
5.5
Argumento
6.3
Realização
7
Banda Sonora

Gostam de The Walking Dead, mas a série já está num ponto em que vos aborrece de morte? Bom, gostaria de vos dizer que Black Summera nova aposta da Netflix seria uma boa “substituta”, mas é mentira. Eu até gosto de zombies e qual não foi o meu desapontamento quando percebi que The Walking Dead me dava sono para caramba. Eu tentei, juro que tentei ver a série, mas um quiz do Buzzfeed era mais interessante do que a série em si. E, sim, desde a primeira temporada que tenho essa opinião.

Relativamente a Black Summer, não tem uma premissa original nem nomes particularmente chamativos. Há seis semanas atrás, começou o apocalipse zombie e o mundo está um caos. Mais uma vez, e como seria de esperar, os monstros não são os mortos-vivos. São os próprios seres humanos, que perdem a humanidade por completo e são capazes das coisas mais atrozes.

Ora bem, a série apresenta-nos às personagens principais, contando a sua história em separado e que no final acabam por se juntar, mostrando-nos o grupo principal da temporada inaugural da série. Rose, Barbara, Ryan, Lance e Spears.

A primeira falha da série começa mesmo pela apresentação das personagens. São cinco pessoas introduzidas mas quase metade do episódio é passado com Rose. Rose sofre uma tragédia que faz com que perda a filha e o marido.

Ryan parece ser surdo e sem noção total do que se está a passar à sua volta e é constantemente salvo e puxado para segurança por uma senhora de origem asiática. Ryan apareceu pouquíssimo e já parece ser um dos personagens com mais coração, sendo a única pessoa a tentar ajudar as pessoas infetadas à sua volta.

Barbara está, como toda a gente, a tentar chegar ao Estádio. Não é explicado o que está à espera deles no local, mas foi para aí que seguiu a filha de Rose. Barbara é eventualmente abordada por um estranho, que tenta convencê-la a todo o custo a albergá-lo a ele e à família na carrinha, alegando extra segurança para ela. Como já se percebeu que os humanos nesta série são uns animais sem coração, o homem queria era apoderar-se do carro.

Lance anda com uma morada na mão com uma rapariga que, se é sua namorada, os dois precisavam realmente de reavaliar se o namoro estava numa fase saudável. Claro que isto acontece quando temos outra vítima transformada.

“Spears” fica para o fim. É oficial, o primeiro personagem a ser apresentado e o último são os mais… não interessantes, porque são bem normais, mas aqueles cujas vidas nos dão mais para nos manter interessados nos próximos episódios. Spears está a manter mantido numa casa pelo exército americano, que acaba por conseguir fugir ao cativeiro.

Todos os acontecimentos acabaram por unir as personagens no final como já referi mas honestamente não há… não sei, parece ter sido forçado este grupo e somos obrigados a deixar que a série leve a sua avante e nos deixe a pensar que realmente há uma razão lógica para estas pessoas se juntarem.

Não é preciso pensar muito para saber qual vai ser o objetivo deste povo todo. Chegar ao estádio. A Rose pelo menos tem lá a filha e quer desesperadamente reencontrá-la.

Como já devem ter percebido, este piloto não me agradou muito. Tem boas performances, mas acaba por ser mais do mesmo, de ter um episódio de estreia enfadonho e sem muito para mostrar. Eu tenho sempre a esperança que melhore e digo sempre para não se julgar uma série pelo piloto tal como não se julga uma capa pelo livro. Mas eu cá fico-me por este primeiro episódio.

Maria Sofia Santos