One liner: Rebecca Wright é uma juíza com um comportamento nada sério e cuja vida é completamente caótica.

Alguns anos a ver Grey’s Anatomy e Private Practice fizeram-me dizer algumas vezes o seguinte: “Depois disto, que alguém ponha a Kate Walsh a fazer uma comédia, porque a tipa é hilariante”. Este ano a NBC parece ter-me dado ouvidos e Walsh é protagonista de uma série cómica.

Sem espaço para adicionar muitas séries às poucas que agora vejo, decidi apenas juntar esta à minha lista porque bem, eu estava com umas expectativas bastante elevadas e tinha a Kate (basicamente o principal motivo era esse). Eu bem imaginava que a série ia ser parva que chegasse, mas esperava que a parte engraçada acabasse por compensar.

Mas vamos concentrar-nos agora no pilot. Rebecca veste-se, fala e age como uma adolescente. No entanto, tem mais de 40 anos e é juíza. Mesmo em tribunal não se comporta como uma juíza a sério, e é bastante bizarro, porque a autoridade dela parece ser zero e até ali ela tem dificuldade em manter a postura. No entanto, parece ser eficaz no que faz e o patrão gosta dela. Whatever.

Hum, depois é apanhada a ter sexo no gabinete (que nem trancado estava) com um psiquiatra que é consultor do caso que foi a julgamento. É uma relação casual, ela tem outros parceiros sexuais e até pensou estar grávida, mas foi falso alarme. A personagem é completamente caótica, mas consegue ter alguma piada. Não me parece que seja culpa de Walsh, mas sim da escrita, dos criadores, que não fizeram um grande trabalho por trás!

Depois vemos ainda Rebecca a ajudar um miúdo de dez anos – cujos pais ela colocou na prisão – a evitar sarilhos. Mostra que é boa pessoa, apesar de ser maluca.

Ficou muito aquém das minhas expectativas e não me parece ter grandes pernas para andar, a não ser que as coisas mudem bastante. Possivelmente terá um cancelamento bem cedo…

Nota: 5,5/10

Diana Sampaio.