Algumas destas séries vi-as há tantos anos que já mal sou capaz de me lembrar sobre o que eram. De outras, por algum motivo em especial e porque me marcaram mais, tenho recordações mais nítidas e fazem-me sentir saudades. Como uma irmã mais nova de um rapaz dez anos mais velho do que eu, acabei por conhecer muitas séries que por minha iniciativa provavelmente nunca teria visto, mas que na verdade até se revelaram muito boas surpresas. Vamos lá fazer uma viagem pelas séries da minha infância?

A Little House on the Prairie

A minha mãe gostava de ver esta série quando eu era pequena. Era o tipo de coisa que o meu irmão punha a dar para ela ver e comecei a gostar também. Era a história de uma família que vivia numa zona rural. Tinham todos uma boa relação, as filhas eram boas miúdas (embora Laura fosse maria-rapaz e portanto mais rebelde) e era o tipo de série da qual se podia tirar sempre uma mensagem simpática, como a importância da família e coisas assim. Depois as miúdas cresceram e a coisa perdeu um bocado de piada, tanto que a certa altura não me lembro de ter continuado a ver. Mas lembro-me que também havia um livro sobre esta história nas prateleiras de minha casa.

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Alias

Desde sempre me senti fascinada por personagens badass femininas. Aquela história de uma rapariga gira que usa armas e tem acesso a tecnologia fixe, viaja por todo o mundo e se disfarça para missões de espionagem é o tipo de coisa que parece incrivelmente interessante a uma criança ou pelo menos para mim era. Não que nunca me tenha lembrado que queria ser agente do FBI, da CIA ou alguma coisa do género, mas era bastante cool de assistir. É daquelas séries que eu ficava chateada por perder se fôssemos visitar as minhas tias. Era ver-me tentar esgueirar da mesa para me sentar no sofá a ver A Vingadora na televisão.

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Baywatch

Lembro-me de passar muitas tardes das minhas férias de verão a assistir a Marés Vivas. Sim, naquela altura eu chamava as séries pelos nomes que lhes davam cá em Portugal e não pelos originais, como qualquer criança. Não sou do tempo das primeiras temporadas, com os originais, lembro-me melhor de quando era com a Carmen Electra, de mais tarde com personagens de nomes havaianos, como a Kekoa, se bem me recordo. E do Jason Momoa. Achava-o giro e agora só me lembro do ‘assustador’ Khal Drogo de Game of Thrones.

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Cheers

Uma das várias séries que me foram apresentadas pelo meu irmão, com piadas bem mais ao meu alcance do que Seinfeld. Um bando de gente que se junta para beber num bar com um dono porreiro que dantes era um desportista qualquer. Os empregados que estão constantemente na conversa com os clientes, que são presença habitual no local. E depois, os interesses amorosos do dono do bar. Numa altura era Kirstey Alley, que parecia estar na moda na altura, noutra era uma mulher chamada Diane, de quem eu gostava porque tinha um nome quase igual ao meu, era esperta e gostava de livros e essas coisas todas de que eu também gostava.

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Dawson’s Creek

Mais uma que me entreteve durante as férias de verão. Não era muito miúda de ir brincar lá para fora, era mais dada à televisão, até porque nunca gostei de tempo muito quente. Lembro-me de ver Dawson’s Creek com alguma frequência, mas não era série de que tenha gostado muito. Na idade que eu tinha na altura, aqueles adolescentes sempre tão dramáticos pareciam-me um bocado parvos, sempre a trocarem de namorados e namoradas. Dawson irritava-me um bocado, Jenny também, mas acho que não tinha um preferido. E mesmo nessa altura chateava-me que a série fosse dobrada em português. Quer dizer, eu sabia ler, preferia as legendas.

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E.R.

A minha primeira série médica! A primeira de muitas de um género que aprecio bastante. A minha experiência de estreia com salas de operações, emergências, médicos que levam os seus problemas pessoais para o local de trabalho… Era outra das séries que comecei a ver com a minha mãe, mais tarde comecei a ver sozinha. Não sou do tempo de ver a série com George Clooney e Julianna Margulies, com Noah Wyle nos tempos de interno… Lembro-me bem melhor das coisas com Abby, com Kerry, Mark Greene (que estava lá desde o início) e a mulher, Elizabeth. Achava piada às partes médicas, à ação constante, ao trabalho que aquelas pessoas tinham em mãos e que era uma questão de vida ou de morte. Tanto fascínio, mas mesmo assim nunca quis ser médica. Ainda bem, eu seria um desastre nisso!

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Family Ties

Outra pérola que o meu irmão me apresentou. Aqui já estamos a falar de manhãs perdidas a ver as repetições dos episódios que tinham passado durante a semana. Eram uma família sempre muito divertida, cada um com uma personalidade muito diferente da do outro, mas sempre unidos. Alex era o puto carismático e inteligente e Mallory ficava a dever bastante à inteligência, o que era sempre bastante divertido. E a música do génerico dava-me sempre vontade de cantar, embora eu não percebesse o que estava a repetir nem tampouco o repetia bem.

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Kommissar Rex

O que há para não gostar numa série que investiga crimes diferentes a todos os episódios e onde há um cão implacável com os criminosos, mas adorável com o resto das pessoas? Nada, não há nada para não gostar. A única coisa que não apreciava muito era o facto de a série ser falada em alemão, língua que me soava sempre muito estranha, mas fora isso, proporcionou-me bons momentos de entretenimento.

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Riscos

Esta é a primeira série de todas que me lembro de ver, uma série portuguesa que passava na televisão, já não faço ideia se de manhã, à tarde ou à noite. Não me lembro de quase nada, mas ainda guardo algumas lembranças daquela série que provavelmente era desadequada para a minha idade, com adolescentes a fazerem coisas que eu estava muito longe de poder fazer. Recordo-me vagamente de a personagem da Ana Rocha ser a minha preferida, portanto vou assumir que ela ligeiramente bitchy, uma vez que eu nunca gostei das boazinhas. Já agora, a música do genérico também era muito fixe.

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Xena, the Warrior Princess

Uma guerreira – literalmente – que usa armadura e combate os maus da fita é um conceito bastante interessante. Já vos disse que adoro personagens badass e quem melhor do que Xena para personificar isso? Além do mais ela tinha uma amiga fixe, a Gabrielle, que a acompanhava em todas as aventuras.

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Diana Sampaio