Classificação

6
Interpretação
6
Argumento
6
Realização
8
Banda Sonora

All American é a nova série da CW, criada por April Blair, que soma esta  a uma lista já louvável de produções que conquistaram quantidades notáveis de fãs como Regin, The Scream e Shannara Chronicles.  Por outro lado, temos como traço comum entre estas séries uma visão suave, quanto a mim demasiado fantasiosa e quase “censurada”, algo que tipicamente caracteriza as séries da CW, se compararmos, por exemplo, são o oposto das séries vindas da HBO, completamente livres de pudores e repletas de um outro nível de ousadia.

A destacar no cast desta série temos o papel de Spencer James, o protagonista, entregue a um actor com uma carreira ainda breve, Daniel Ezra (The Missing), e temos Taye Diggs (Private Practice e Murder in the First) a completar o duo central da ação, como Billy Baker.

Como plot, pelo piloto podemos perceber que é um drama relacionado com futebol americano. Spencer James, com origens humildes, mas um talentoso jogador, pleno de potencial para evoluir, é recrutado pelo treinado Billy Baker para vestir as cores dos Beverly Hills High. Esta aposta no jovem Spencer pode ser o princípio de uma grande amizade. Billy é a chave para um futuro melhor para Spencer e para a família deste e Spencer irá agora viver com o treinador e a sua família, nesta nova cidade e neste novo mundo. É neste contexto que entra o drama, pois um dos filhos do treinador é a pedra no sapato de Spencer, o seu maior rival dentro de campo na disputa por protagonismo (apesar de pertencer à mesma equipa) e igualmente fora do terreno de jogo. Um aspeto que considero também interessante em relação a esta série é o facto de ser baseado em factos reais, sendo a personagem principal inspirada na história de vida do ex-jogador da NFL, Spencer Paysinger.

A série parece ainda prometer visitar recorrentemente temas como as drogas, o racismo, as diferenças sociais, triângulos amorosos e rivalidades, sendo que o futebol deverá ficar sempre para último plano.

Ao longo do episódio, um ponto positivo a destacar é sem dúvida a banda sonora, tendo dado por mim a fazer shazam de alguns momentos para identificar algumas músicas. Deixo aqui a que mais me chamou à atenção, Don’t Tell Me, de Ruel”.

De um modo geral, sinceramente, a mim não me impressionou nem me cativou ao ponto de querer continuar a ver a série. O encadeamento e evolução da narrativa pareceu-me sempre forçado e pouco genuíno. Há personagens com algum potencial interesse, mas não foram devidamente explorados no piloto para fomentar curiosidade, pelo menos do meu ponto de vista. Ainda assim, sugiro aos fãs de Friday Night Lights que deem uma hipótese a esta série, experimentem ver os primeiros episódios, pois, não tendo tido um piloto extraordinário, julgo que terá potencial para melhorar, ainda que desconfie que ficará sempre aquém de qualidade de séries como Friday Night Lights.

André Borrego