Classificação

6
Interpretação
6.5
Argumento
7
Realização
7
Banda Sonora

Simples e direta são as melhores palavras para descrever esta nova série de comédia da NBC, A. P. Bio, uma série que tem como protagonista um ex-professor de filosofia em Harvard que é forçado a ensinar A. P. Biology (Advanced Placement Biology) na sua cidade natal, Ohio.

Logo nos primeiros minutos vemos Jack Griffin (Glenn Howerton) a chegar à escola de uma maneira bastante violenta: derruba a placa de pedra da escola com o carro, entra de rompante na sala de aula, quase cai quando se senta na cadeira e deixa bem explícito aos seus alunos que não iria ensinar biologia nenhuma. Ele de imediato explica que os seus objetivos ali é deitar abaixo o seu némesis Miles Leonard (Tom Bennett) e ter sexo com várias mulheres por toda a Califórnia.

A minha questão foi: como é que um ex-professor de filosofia é chamado para ensinar biologia? Simples, mas pouco provável de acontecer na realidade: o diretor da escola, Durbin (Patton Oswalt) é amigo dele e fez-lhe o favor de lhe arranjar emprego quando Jack mais precisava. Pelo menos é isso que dá a entender devido à relação próxima destes dois personagens.

A turma é constituída pelos tradicionais estereótipos de qualquer turma em filmes/séries: uma rapariga inteligente, alguém que sofre de bullying, um rapaz que é bom em música, o gorducho, etc. Infelizmente ainda não deu para ver muito o potencial desta turma nestes 20 minutos de episódio, mas penso que com o desenvolver da série este professor se comece a ligar mais com eles, uma vez que já lhes começa a pedir favores para prejudicar o seu inimigo Miles.

Os pequenos pormenores das cenas foram o que me chamaram mais à atenção no episódio. O caixote do lixo da sala, por exemplo… Todas as aulas Jack atira meia maçã lá para dentro com grande violência e, por norma, é sempre colocada outra coisa qualquer no lixo, diferente e desproporcional, como um saxofone ou uma cadeira. A casa de Jack foi outro pormenor que me chamou à atenção: a casa era da sua falecida mãe e está cheia de objetos e molduras católicas, tem uma daquelas cadeiras para ajudar os idosos a subir escadas, o típico telefone dos anos 80 preso na parede, etc. Os produtores esmeraram-se imenso nesse pormenores que deram bastantes pontos positivos à série.

A série pode não prender logo no primeiro episódio, mas penso que os seguintes poderão ter potencial para melhorar. Se continuarem com os pequenos pormenores fantásticos e criarem uma boa ligação entre Jack e os alunos, terá com certeza sucesso. Não digo que se tornará a melhor comédia, mas é uma boa aposta para quem quiser começar a ver uma série nova, com episódios curtos e com uma história diferente e original.

Cristiana Silva