Há quem pense em resoluções de Ano Novo, na cor das cuecas que vai usar ou quem esteja a contar as 12 passas para engolir à meia-noite. Nós por cá, seriólicos que somos, estivemos a fazer a lista dos nossos desejos para o mundo das séries no próximo ano. Partilham alguns dos nossos?

  1. Que os cancelamentos das séries da Marvel/Netflix sejam esclarecidos e que não passem de uma passagem das séries da Netflix para a futura plataforma da Disney+. E como até Daredevil já foi afetada, que The Punisher e Jessica Jones se mantenham e, seja em que “casa” for, possam ter novas temporadas mantendo-se a qualidade excelente.
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  2. No entanto, como está visto que o mais provável é a Netflix cancelar todas as séries da Marvel, caso a Disney+ aposte em séries com as mesmas personagens, que pelo menos mantenha os mesmos atores e, de preferência, que continue a história no ponto onde ficou na Netflix e com uma abordagem semelhante.
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  3. Já que estamos no tópico da Netflix, que esta continue a apostar em produções de outros países que não os Estados Unidos. Há tanta qualidade e diversidade espalhadas por este mundo fora que é sempre uma lufada de ar fresco ver uma série passada num sítio que nos é desconhecido e/ou falada num idioma que não nos é tão familiar como o inglês.
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  4. Que seja em 2019 que tenhamos a notícia de que Sherlock irá continuar para uma 5.ª temporada porque é uma série espetacular que nunca desilude e que conta com o Benedict Cumberbatch. Queremos mais disso!
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  5. Que séries longas como Supernatural, Criminal Minds e Grey’s Anatomy terminem. Este é o tipo de desejo que vale a pena figurar em cada lista até ao anúncio do fim. Personagens do elenco original e mais queridos do público já deixaram as séries, as storylines começam a parecer repetitivas e não conseguem agarrar ao ecrã como dantes. No caso particular de Grey’s Anatomy, o foco em personagens mais recentes continua a ser um erro que a série insiste em cometer e 15 temporadas é um número redondo, perfeito para terminar.
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  6. No seguimento do desejo acima, que tragam Sara Ramirez e Sandra Oh para a despedida, caso Grey’s Anatomy termine. São duas personagens essenciais para a história da série e faz sentido que estejam presentes. Não façam é aquela cena de trazer de volta todos os personagens que já fizeram parte do elenco porque parece sempre forçado!
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  7. E… Ok, quanto a Supernatural temos um impasse na equipa, porque também temos quem queira a renovação da série de forma eterna porque já nem há memória do que é a vida sem a série e, uma vez que, para impedir despesas médicas, mais vale aquilo ser eterno.
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  8. Que o final de Game of Thrones seja digno de gravar o nome da série em Valyrian steel no Hall of Fame das melhores de sempre. E já que estamos a falar de Game of Thrones, que algum dos projetos spin-off da série receba luz verde e que sejam tão bons como a série mãe (e aproveitamos também para pedir a Martin que acabe de escrever os livros).
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  9. Que a 6.ª temporada de Prison Break não se concretize. A 5.ª temporada ficou muito aquém das (já baixas) expectativas e é muito difícil voltar ao nível das primeiras temporadas, por isso deixem a série quietinha, que já a assassinaram que chegue. Pensem em novos argumentos para novas séries.
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  10. Que seja este o ano em que finalmente fazem uma reunion de Friends. Pode ser só um episódio especial ou um mini-filme de 30 minutos, qualquer coisa. Já há anos que os fãs andam a implorar por isto, será pedir demais se o fizermos novamente?
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  11. Que as séries de super-heróis, sobretudo do canal CW, saiam do seu loop interminável de “mais do mesmo” e explorem os seus heróis e vilões com mais profundidade, a menos que prefiram continuar a fazer séries com a superficialidade de uma folha de papel.
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  12. Mas já que estamos neste tópico, que tal um crossover de todas as séries da DC? Arrow, Flash, Supergirl, Legends of Tomorrow, Gotham, Black Lightning e Titans. Se já fizeram quatro séries porque não fazer sete? Um hiper crossover num universo paralelo e remoto. Sim, sim, sabemos que isto só tem probabilidade de acontecer na nossa imaginação, mas seria um crossover event de outro mundo!
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  13. Que se continue a apostar em minisséries, nomeadamente inspiradas em livros. Apostas como Sharp Objects, Patrick Melrose e The Truth About the Harry Quebert Affair foram boas estreias em 2018 e seria bom que este ano que se avizinha fosse também forte nesse aspeto. Mas, a sério, façam minisséries apenas de uma temporada, que contem a história que é suposto contar, em vez de se alongarem por causa de audiências altas, quando não é em nada justificável.
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  14. Que Lady Gaga regresse a American Horror Story. A série de antologia tem o hábito de trazer de volta rostos de temporadas anteriores e seria interessante ver a cantora de regresso, depois do sucesso estrondoso que teve no filme A Star Is Born.
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  15. Que seja anunciada em breve a data de estreia de American Crime Story: Katrina. Depois da troca de ordem de emissão com a história de Gianni Versace, a ansiedade em relação a Katrina é muita, até porque está prometida Sarah Paulson no papel principal.
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  16. Que seja um ano de grandes estreias na ficção científica e/ou com séries que dão que pensar, ao estilo de Westworld, Dark, Stranger Things, The Handmaid’s Tale ou Black Mirror. Nos últimos anos, provou-se que é possível criar histórias interessantes e diferentes daquilo que tem sido sobre-explorado nas últimas décadas (policiais, policiais com médicos, policiais com seres sobrenaturais, policiais com armas, policiais sem armas). As séries para visualização casual e relaxada são boas, mas adoramos uns bons desafios intelectuais juntamente com histórias estimulantes, criativas e inovadoras.
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  17. Que atribuam a Sarah Shahi um papel aliciante numa boa série, que ela não tem tido muita sorte com os projetos em que se tem envolvido, embora esteja a ganhar protagonismo. É muito pedir um spin-off de Person of Interest com ela e o Bear como personagens centrais, mas vá lá, contratem-na para um projeto bom!
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  18. Que a RTP, e quem sabe outros canais nacionais, continuem a produzir séries de ficção nacional de qualidade, como fizeram este ano com grandes apostas como 1986, Sara e 3 Mulheres. E porque não pedir até o primeiro original Netflix português?
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  19. Que os canais portugueses, incluindo os generalistas, passem mais séries e, se possível, mais próximas do calendário americano. Por sua vez, que os canais especializados em séries orientem a sua grelha respeitando a ordem natural da temporada e não transmitam os episódios de forma aleatória.
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  20. Que a qualidade de The Walking Dead regresse ao que era nas primeiras temporadas, agora sem Rick e com o avanço temporal. Ou então que terminem a série de vez (quando dizemos terminem é que deem um final, não que seja cancelada e acabe com um cliffhanger).
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  21. Que se aposte em séries que apelam à diversidade, seja ela racial, cultural, de sexualidade, género ou qualquer outra forma de identidade. As séries devem ser uma espécie de representação da diversidade do mundo em que vivemos, portanto deve ser nesse sentido que o elenco de uma série vai. Além disso, é importante sermos expostos a realidades diferentes das nossas, porque essa é a melhor maneira de nos tornarmos pessoas mais abertas, recetivas e tolerantes.
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  22. Que se esforcem também um bocadinho mais com as comédias. São muitas as que são canceladas no ano de estreia e não é de admirar, porque além de serem raras as que têm piada, também não há muita diversificação de temáticas. Ou são centradas em famílias, em grupos de amigos ou em funcionários de um qualquer local de trabalho.
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  23. Que os principais prémios televisivos, como os Golden Globe e os Emmys, apostem também na diversidade. Parece que temos sempre os mesmos nomeados e que não há espaço para entradas novas. Com tantas séries a estrear todos os anos – e várias com qualidade – não se entende como é que os nomes nas principais categorias pouco variam. Que acabe o preconceito de nunca se nomearem séries só porque não pertencem a um determinado género ou são de um canal generalista, pois nem sempre estes fatores são o único indicador de qualidade.
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  24. Muitos fãs queixavam-se da quebra de qualidade de Downton Abbey nas últimas temporadas, mas nem todos concordamos que assim tenha sido. Para aqueles de nós a quem a série nunca desiludiu, que o filme seja algo que recordaremos pelos melhores motivos. Há uma magia em Downton que tem a ver com as relações entre aquelas pessoas e que se espera que continue tão viva no filme.
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  25. Que The Mandalorian, a chegada da saga Star Wars à televisão, seja um sucesso e traga a qualidade dos tempos áureos. Que a Força conquiste audiências e novos seguidores!
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  26. Que This is Us volte a ter o encanto que tinha nas primeiras temporadas e termine. O facto de não ter nenhuma nomeação aos Golden Globes é sinal de que a série precisa de dar um desfecho às várias histórias e não se alongar para sempre só por causa das audiências.
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  27. Que a nova temporada do fenómeno La Casa de Papel não perca a qualidade que a série criou em volta de um assalto. Renovar séries quando a história tem um fim digno normalmente resulta numa dissipação da qualidade da mesma.
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  28. Que a nova plataforma de streaming da HBO, já confirmada que chegará a Portugal, ofereça um leque de conteúdos vasto e com planos competitivos, de forma a que exista mais alternativas para todos aqueles que gostam de ver séries com o mínimo de diferença horária em relação aos Estados Unidos.
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  29. Que tenhamos uma edição da Comic Con Portugal melhor que a do ano passado e que supere a última edição em Matosinhos, em termos de convidados. Os nomes de 2018 deixaram um bocadinho a desejar, portanto temos os dedos cruzados para que seja este ano que fazem ver que valeu a pena a troca para Lisboa… Oeiras.
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  30. E já que estamos numa de Comic Con Portugal e como temos saudades de Matosinhos e das nossas aventuras por lá antes e durante o evento, que depois desta temporada por Oeiras, a organização decida voltar à Exponor e vá rodando a localização do evento de X em X anos.