Classificação

8.4
Interpretação
8.8
Argumento
9.4
Realização
8.4
Banda Sonora

O momento pelo qual mais aguardávamos chegou finalmente: a guerra civil começou! Estamos a apenas um duplo episódio do final da primeira metade da temporada… e esses episódios serão preenchidos pela raiva, rivalidade, tensão, sangue, morte, derrota e vitória que irão preencher estas batalhas.

No reino de paz que Floki idealizou e está a fundar, há neste momento uma voz de discórdia e essa paz está ameaçada, podendo vir a ser brevemente manchada pela morte de algum dos habitantes desta terra.

No núcleo central, frente a frente, no campo de batalha, os dois exércitos encontram-se por fim. Mas antes da via bélica, havia que ser tentada a via mais diplomática. Era esse o desejo do lado de Lagertha. A primeira etapa dessa tentativa consistiu em trocar Halfdan e Hvitserk para poderem tomar noção das intenções e motivações de cada lado e perceber-se então se haveria lugar a um acordo. Harald queria o seu irmão a seu lado, a sua ligação e tudo o que passaram juntos teria forçosamente de vir primeiro que uma dívida de sangue isolada com Bjorn. Sinceramente, aqui concordo com Halfdan e teimo em não me convencer com o ponto de vista de Halfdan. Não digo que ele mude de lado, mas parece pouco credível esta escolha, tendo em conta o que vimos nas temporadas passadas, nomeadamente, a sua relação com o seu irmão. No outro domínio, Hvitserk também não parece disposto em mudar de exército, aliás, nem se mostra arrependido face à sua escolha de abandonar Ubbe e juntar-se a Ivar. Começam então a reduzir-se as esperanças de resolução pacífica.

Segue-se uma reunião dos líderes de ambos os lados, onde se opõe o lado mais sensato, que vê com bons olhos um acordo, e o lado mais bárbaro. No entanto, um discurso muito lúcido de Lagertha e pleno de razão parece mostrar a todos que esta batalha não poderá ter vencedores. Todos pertencem à armada viking e uma guerra civil só enfraquecerá os seus números e eternizará futuras vinganças e rivalidades. Seria mais produtivo unirem-se para expandir os seus territórios em busca de novas conquistas. Ubbe está disposto a perdoar Ivar, Ivar parece concordar com tais argumentos, está disposto então a resolver tudo com palavras. A sério? Alguém acreditou que seria assim? Claro que não! E momentos mais tarde temos o verdadeiro Ivar de volta, cheio de raiva a saltar da imensa intensidade da sua expressão, pronto para a batalha, desejoso de acabar com a vida da mulher que matou a sua mãe e com a vida daqueles que não considera mais irmãos. Harald faz uma última tentativa de levar o irmão consigo, mas as posições estão tomadas e, no campo de batalha, fica a promessa de um deles acabar com a vida do outro.

E relativamente à batalha propriamente dita: o estratega que temos elogiado pelos exemplos de vitória que alcançou em Inglaterra, suplantando quase irremediavelmente o exército de Athelwulf com recurso aos seus planos, desta feita, teve dúvidas na antecâmara da batalha e decidiu mudar a estratégia. Abandonou o palco da guerra com um grupo pequeno para vigiar a sua frota e enviou uma parte das suas fileiras, lideradas por Hvitserk, para os bosques para atrair parte dos homens de Bjorn e assim dispersá-los, enfraquecendo-os. No bosque, o plano de Ivar de surpreender os adversários sai completamente furado, acabando eles por serem apanhados desprevenidos e sofrendo inúmeras baixas. Por enquanto, Hvitserk não é uma delas. No campo de batalha, uma épica batalha a pé, com confrontos fervorosos e bem coreografados. Lagertha comanda um grupo de guerreiros que ataca a retaguarda do exército liderado por Halfdan e o exército de Bjorn, Ubbe e Lagertha acabam por levar a melhor, tendo os seus adversários de partir em retirada. No entretanto, Haehmund consegue deixar vários oponentes por terra, mas acaba por sofrer um golpe que o deita ao tapete. No rescaldo da batalha, quando se contam mortos e se auxiliam feridos, Haehmund é encontrado por Lagertha que exige que seja salvo e essa atitude poderá trazer um aliado de peso a este lado da guerra civil.

O resultado deste primeiro dia de batalha é que Ivar sai como “o parvo” deste episódio, a sua decisão apenas lhe permitiu poupar a sua própria vida, mas retirou qualquer hipótese de vitória nesta primeira batalha. Ivar sai derrotado, enfraquecido e perde um aliado que ele parecia considerar de extrema importância, o bispo Haehmund. Por enquanto não há baixas de renome, mas parece que será apenas uma questão de tempo e quando chegar a derradeira hora poderão haver ainda mudanças de lado de última hora que poderão inverter o rumo que a guerra está a levar.

André Borrego