Classificação

7.3
Interpretação
7.5
Argumento
6.9
Realização
7.1
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Prison Break – Iron Heights

Apesar de algumas falhas, “True Colors” consegue num episódio criar uma fuga de prisão mais emocionante que toda a última temporada de Prison Break. No geral, o episódio abordou ideias bastante interessantes, mas na passagem do papel para a ação perdeu-se qualquer coisa.

Quando Michael Scofield decide virar-se para o frio em Central City, é altura de Barry Allen assumir o papel de artista em fuga. Em poucos minutos, os produtores conseguiram-nos mostrar uma fuga de prisão consistente e incrível. O suporte dos outros meta-humanos criados no autocarro foi uma boa adição e até ficamos com uma certa pena, principalmente de Becky, quando chega o ataque impiedoso de DeVoe.

Se antes os poderes de The Thinker interferiram com o seu corpo levando à degeneração muscular, agora fica a dúvida se a sua capacidade cognitiva não estará a afetar a sua sanidade. É verdade que se tem demonstrado um adversário formidável, mas metade do seu sucesso deve-se à sua esposa e parceira, The Mechanic. Os problemas entre o casal começaram com os novos poderes de ler mentes de The Thinker e a violação de privacidade sentida por Marlize, que se comparam com o conflito visto na semana passada entre Joe e Cecile, mas que ao contrário deste se resolveram da melhor forma. Clifford DeVoe não só não percebe o porquê de a sua mulher querer alguma privacidade, como não aceita quando ela arranja forma de contornar a situação e esconder os seus pensamentos. Ao mesmo tempo que não admite segredos, ele próprio muda o plano-mestre sem pôr Marlize a par e, mesmo continuando nós a não saber o que o vilão pretende, conseguimos perceber que as mortes de Wolfe e de todos os metas não estavam bem programadas. The Thinker aparenta ser um idealista que começou com as melhores intenções, uma missão de salvar o mundo juntamente com a mulher que ama, mas pelo caminho perdeu-se e hoje não é mais que um abusador, culpado de violência doméstica, assim como um assassino em série. Irá Marlize ser uma peça-chave para a Team Flash derrubar DeVoe?

Amunet continua a não impressionar, desde a sua primeira aparição, que cada vez me convenço mais que foi um golpe de sorte, que a personagem não demonstra características nem interessantes nem que expliquem como é que ela é uma das maiores criminosas de Central City. Outro ponto que pareceu um pouco um desperdício foi a morte de Wolfe, a personagem ainda agora apareceu e parecia ter mais para dar.

A nova habilidade de Ralph moldar o seu aspeto físico é um trunfo valioso que já tem ajudado Kara diversas vezes em Supergirl, nesse caso com os poderes de Jo’nn Jones, e mesmo Oliver Queen já usou esse truque para esconder a sua identidade secreta pelo menos uma vez em Arrow, com a ajuda do Human Target. Ralph assumir DeVoe no seu corpo antigo não foi uma má resolução para a libertação de Barry, já que a sorte na maioria das vezes está do lado do bem e é um fator difícil de DeVoe conseguir controlar (ou era, no seu novo corpo isso não será tanto um problema), o juiz e o resto das pessoas é que ficaram mesmo às aranhas, já devem estar a planear fazer uma temporada de Making a Murderer com Barry Allen. Com a nova mudança de corpo de The Thinker e com a dúvida a pairar no ar que para o seu plano ele irá precisar dos poderes de todos os meta criados no autocarro, fica ainda a questão de podermos ver o ator Neil Sandilands a regressar ao papel regular de Clifford após conseguir roubar os poderes a Ralph.

Algo que não funcionou nada bem com Ralph esta semana foram as suas dúvidas existenciais de desiludir todos aqueles de quem se aproxima e ir ao cúmulo de não aceitar ir na missão para resgatar Barry por causa dessas dúvidas. Tudo bem que no fim se redimiu, mas este enredo foi demasiado súbito e imensamente exagerado.

Com uma folga na próxima semana, The Flash regressa daqui a duas e, em “Subject 9”, iremos conhecer mais um dos meta-humanos criados no início da temporada cuja habilidade é música country? Não percam. Até lá, boas corridas!

Emanuel Candeias