Classificação

7
Interpretação
4
Argumento
6.5
Realização
9.5
Banda Sonora
Sou uma fã assumida de musicais e séries adolescentes. Glee e Friday Night Lights eram duas das minhas séries favoritas, por isso, quando soube que Rise era uma série musical e de um dos criadores de Friday Night Lights, tinha que ver! É uma série da NBC que vai contar com 10 episódios.
Começamos por ser introduzidos a Lou (Josh Radnor), um professor de Inglês que, ao ver-se cada vez mais frustrado pela falta de interesse dos alunos nas suas aulas, decide investir noutro projeto: ser diretor do clube de teatro (ou drama club, já que envolve musicais). Habituado a ver o clube representar Grease todos os anos, Lou decide que este ano deveriam representar Spring Awakening, um musical bastante mais controverso. Controverso é também o facto de a atual diretora do clube ter de ser “despromovida” assim do nada, sem qualquer aviso. Lou pede-lhe que continue no teatro como assistente, proposta que ela aceita, mas ainda assim sentido-se insultada e, honestamente, com plena razão!
Somos também introduzidos a vários membros do elenco da peça: Lilette (representada por Auli’i Cravalho, a voz maravilhosa de Moana), filha de uma empregada de café, com uma personalidade afetuosa e humilde, e também Gwen (Amy Forsyth) e Maashous (Rarmian Newton), os membros estrela do clube de teatro, sempre habituados a representar as personagens principais.
Com a chegada de Lou, os papéis são desafiados: Lilette passa a representar a personagem principal em vez de Gwen e Maashous é incentivado a representar uma personagem gay, com a qual ele acaba por estar de acordo, mas que vai contra os valores da sua família extremamente católica. Na peça, recrutam também Robbie (Damon Gillespie) para contracenar com Lilette. Robbie é o típico jogador de futebol americano que não tem tempo nem interesse para estar num musical, mas que acaba por se juntar por pressão de Lou. A sério, TV americana, podemos parar com este estereótipo presente em todas as séries musicais? Enough. Por fim, somos apresentados ao adorável Michael, personagem trans, previamente Margaret. Fez-me feliz o facto de ele ser imediatamente aceite por toda a gente do clube.
O grupo começa os ensaios e começamos a ver toda a dinâmica de grupo e amizades a começarem a nascer. Mas o episódio não acaba assim tão positivo, já que os pais de Maashous, após lerem o guião de Spring Awakening, sentem que a peça não pode ser apresentada numa escola. O diretor da escola não tem outra opção a não ser cancelar o musical e depromover Lou à sua antiga função como professor. É previsível que isto vai ficar resolvido no próximo episódio, mas serviu para aumentar a tensão.
Honestamente, a série tem personagens interessantes e eu nunca resisto a personagens underdog, mas é uma cópia exata de Glee. Se já viram Glee, só esta sinopse que fiz do episódio vai soar-vos familiar. A ideia não é original e o resto dos elementos da série não me pareceram superiores, ao ponto de eu conseguir ignorar este facto. Se eu nunca tivesse visto Glee, esta série iria provavelmente ser das minhas favoritas.
Ana Oliveira