Classificação

8
Interpretação
8
Argumento
8
Realização
7.5
Banda Sonora

1755. A poucos dias do terramoto de Lisboa, a rainha D. Mariana (Sofia Duarte Silva) preocupa-se com o tempo que o rei D. José I (Filipe Vargas) perde a tratar de assuntos relacionados com o reino, mas o monarca encontra-se com uma amante. Enquanto isso, um grupo de mascarados assalta a Casa das Índias e rouba diversas obras de arte.

Em 2016, Amélia, Afonso e Tiago regressam de uma missão. A estudante tem pressa de regressar a casa e mostra-se distante da equipa, deixando o cavaleiro magoado, pois tinha convidado a patrulha para ir à inauguração da sua nova casa.

Salvador, furioso, convoca Irene, Ernesto e Nuno Gonçalves (Rui Neto) à sua sala e informa-os que o quadro que continha o segredo do sorriso de Mona Lisa apareceu na sala de um bilionário americano e que este tinha sido destruído no terramoto de Lisboa. Sem patrulhas disponíveis porque é fim de semana, Salvador envia Irene e Nuno Gonçalves para Lisboa, dois dias antes do terramoto, para que eles possam impedir o roubo da obra de arte.

Os dois infiltram-se no palácio com sucesso, mas durante a vigia distraem-se a discutir porque Nuno acredita que deviam salvar as obras do terramoto e acabam adormecidos pelos ladrões. No dia seguinte, Salvador envia Camões para os ajudar. Os três conseguem intercetar um dos ladrões: Bennett (Nuno Janeiro). O poeta aponta-lhe uma arma e o agente da Companhia afirma que será uma morte menos dolorosa do que a que lhe espera e prime ele o gatilho. Irene e Camões descobrem as outras obras de arte guardadas e a patrulha volta para o presente, apesar dos apelos de Nuno Gonçalves para salvar a sua obra.

Enquanto isso, Mafalda Torres, um dos membros do grupo de assaltantes, descobre que os dispositivos que a Companhia usa para viajar no tempo estão a causar problemas de saúde aos agentes depois de Bennett a informar que Walcott está à beira da morte. Mafalda confronta Ferguson (Filipe Crawford), o chefe da Companhia, e este desvaloriza. Pouco convencida, a ex-agente vai até Salvador e faz-lhe uma proposta que o Secretário do Ministério aceita. Mafalda faz uma vídeo-chamada com Ferguson e depois teleporta-se para junto dele, disparando uma arma e matando-o. Salvador observa do outro lado, incrédulo, e a ex-agente afirma que já cumpriu a sua parte, desligando o computador. Antes de abandonar o escritório de Ferguson, Mafalda limpa o sangue que lhe escorre do nariz, demonstrando que os dispositivos da Companhia também a estão a afetar.

Em 1894, Amélia é apanhada por Henriqueta (Dina Félix da Costa) com as roupas do presente e implora-lhe que não conte à sua mãe. A empregada concorda e mais tarde Amélia oferece-lhe uma medalha da Rainha Santa Isabel. Uns dias mais tarde, a estudante chega a casa mais cedo que o previsto e encontra Henriqueta a roubar objetos de valor. Apesar de a empregada lhe implorar por perdão e que não pode ficar sem emprego pois a mãe está doente, Amélia despede-a.

Em 2016, Afonso conta a Tiago que conheceu uma mulher e o paramédico incentiva-o a procurá-la, mas é Cristina que contacta Afonso primeiro. O cavaleiro convida-a para sua casa e os dois envolvem-se.

De volta a 1755, Nuno Gonçalves tenta salvar as suas obras antes do terramoto, mas é apanhado no meio da tragédia, deixando o seu futuro incerto.

Não posso deixar de me sentir um pouco desiludida com o final desta temporada… Acho que o episódio anterior, o 15.º seria muito mais indicado para terminar. Durante vários episódios andamos a torcer por uma patrulha, que seria da qual nos gostaríamos de despedir. Infelizmente vimos pouca interação entre Tiago, Amélia e Afonso, se bem que deu para entender que os três voltaram ao trabalho com normalidade, apesar de a estudante se mostrar mais apreensiva e reticente.

Contudo, este episódio foi bastante interessante. Pudemos ver Irene em ação novamente, desta vez do lado certo. Ter Camões por perto é sempre interessante e divertido, se bem que me parece que ele cada vez leva as suas missões mais a sério e de uma forma mais profissional. Conhecer o Nuno Gonçalves foi uma ótima aposta da produção, pois sempre apareceu em segundo plano quase como o “palhaço” do Ministério e conseguimos com este episódio conhecer os seus medos e inseguranças, assim como o amor verdadeiro que tem pela arte, quer seja sua ou não. Resta agora saber se conseguiu sobreviver ao terramoto e resgatar as suas obras… Uma salva de palmas para o Rui Neto, que esteve muito bem desde o primeiro momento!

Não posso deixar de mencionar Mafalda Torres e a Companhia! Desde a sua primeira aparição que a antiga agente do Ministério disse que lutava apenas por si mesma e contra as injustiças, o que ficou, mais uma vez, provado neste episódio. Depois de trocar de lados várias vezes, a Companhia parecia o local perfeito para ela: o roubo e contrabando de arte era a sua forma de ação preferida. Mas ao perceber que a organização estava a prejudicar os seus próprios agentes resolveu tomar medidas e fez justiça com as suas próprias mãos. Resta agora esperar para conhecermos o futuro da Companhia e de Mafalda. Espero sinceramente que Filomena Cautela regresse na próxima temporada para nos presentear com mais magníficas performances e o prazer da companhia incerta de Mafalda Torres.

Para terminar, e porque seria crime esquecer-me de algo assim, nota máxima para Mariana Monteiro que, desde o primeiro minuto, foi fenomenal como Amélia! Sem dúvida, de todas as personagens, a mais interessante e que me conseguiu envolver mais! Relativamente ao elenco recorrente, parabéns a João Vicente, que me fez apaixonar por Camões novamente e que recriou a personagem de uma forma surpreendente. Quanto aos atores convidados, o prémio vai para Durval Lucena como Napoleão. Um episódio bastante divertido junto de Carla Andrino, que me deixou à beira de lágrimas.

Ministério do Tempo surpreendeu pela positiva toda a temporada. Desde que vi o primeiro trailer que fiquei ansiosa por assistir a esta produção e, felizmente, não me desiludiu. Conto agora os dias até aos próximos episódios e às novas aventuras de Tiago, Amélia e Afonso! Até breve!

Beatriz Pinto