Classificação

8
Interpretação
8
Argumento
8
Realização
7
Banda Sonora

6 de setembro de 1975. As tropas indonésias fazem os seus primeiros ataques a Timor e os mortos e feridos começam a aumentar. É no meio deste caos que está Tiago. O paramédico luta para ajudar todos, mas acaba ferido. Longe de casa, Tiago confidencia-se com Maria (Sara Santos), que lhe diz que, enquanto esteve doente, o jovem chamava por Amélia. A enfermeira aconselha-o a voltar para Portugal e a lutar pelo seu amor, mas Tiago desvaloriza e diz-lhe que irá lutar ao lado dos timorenses. Apesar disto, a saudade vence e o paramédico tenta ligar a Amélia.

Em 2016, no Ministério, Salvador obriga os agentes a prepararem-se para uma auditoria: Amélia fica encarregue de rever e corrigir relatórios enquanto Afonso e Pacino têm de catalogar as portas desconhecidas. Amélia vê uma chamada não atendida de um número desconhecido e tenta retornar, mas não consegue e procura a ajuda de Irene. A agente vai imediatamente ter com Salvador que a informa que ele anda a ajudar Tiago desde que ele fugiu e Ernesto fica surpreendido. Os três deduzem imediatamente onde o paramédico está e procuram desesperadamente uma forma de o ajudar.

Enquanto isso, Afonso encontra uma mulher a liderar uma manifestação e fica chocado com as semelhanças entre ela e a sua esposa. Ao ver a polícia tentar prendê-la, envolve-se no confronto e é detido. A mulher, Cristina, vai até à esquadra e apresenta-se como advogada e que está disponível para o ajudar, mas entretanto o Ministério já conseguiu libertar Afonso. Como castigo, Salvador informa-o que está suspenso, mas em contrapartida tem uma missão secreta e não oficial: ir até 1975 salvar Tiago.

Amélia, sentido-se cada vez mais só, aproxima-se de Pacino, que não esconde a atração que sente por ela. O agente convida-a a catalogar portas com ele e ambos vão parar a uma outra porta dentro do próprio Ministério e Pacino cruza-se com Tiago. A estudante mostra-se irrequieta, mas o polícia continua a tentar aproximar-se. Ao voltarem ao Ministério, Salvador convoca os dois ao seu gabinete e junto de Irene e Ernesto, informam Pacino que ele acabou de ter um filho… em 1981! O agente parte imediatamente para conhecer o bebé, mas quando volta abraça-se a Amélia, não escondendo o entusiasmo. Por fim, Amélia decide levar Pacino até à sua campa e conta-lhe que sabe o seu destino, mas não sabe o que irá decorrer até lá. Os dois acabam por se envolver.

Em 1975, Afonso encontra Tiago e pede-lhe para voltar consigo. O paramédico recusa, mas Maria consegue convencê-lo a partir para junto de Amélia. Os dois agentes observam o grupo que Tiago acompanhava a partir para as montanhas em busca de um local seguro, mas Afonso informa o jovem que todos irão morrer nessa noite. Tiago observa-os partir com lágrimas nos olhos.

Amélia, na cama com Pacino, recebe uma chamada de Afonso a avisar que regressou e que trouxe Tiago consigo. Os dois partem imediatamente para o Ministério e a estudante e o paramédico abraçam-se. Pacino apresenta-se a Tiago, que lhe agradece o apoio que deu aos amigos. Pacino informa-os que irá voltar para 1981 para estar mais próximo do filho, mas que manterá contacto.

A única palavra que tenho para descrever este episódio é: FINALMENTE! Contava os minutos para Tiago voltar desde o momento em que partiu! Pacino, apesar de uma boa adição à equipa e da boa interpretação de Ângelo Rodrigues, não completava totalmente a patrulha e a cada episódio sentia que algo faltava ali. Apesar de não ter gostado de ver a sua personagem partir, não posso deixar de festejar o regresso de Tiago.

Sisley Dias e Sara Santos estiveram bastante bem neste episódio e foi possível ver uma cumplicidade entre ambos, que teve um resultado final bastante satisfatório, tornando aquela despedida emocionante e ainda mais carregada após a revelação de Afonso sobre o destino da enfermeira.

Mariana Monteiro foi outro ótimo desempenho desta semana. Conseguiu transparecer todas as dúvidas e medos que Amélia sentia e deixou os espectadores também ansiosos por ela. O seu envolvimento com Pacino terá consequências futuras e dá-nos uma esperança para que a personagem regresse. A criação deste triângulo amoroso não pode deixar de ser benéfica, pois Amélia deixou de ser a tola que esperava sentada por Tiago, o que dará ao paramédico algo pelo qual lutar. Quem sabe isto não é a força que ele precisa para conseguir finalmente superar a morte de Mariana? Até que ponto o envolvimento de Amélia e Pacino mudou a sua história? Isso quer dizer que o nosso destino não está escrito e que o conseguimos alterar?

O último episódio estreia já na próxima segunda-feira e existem várias questões no ar: Como irá evoluir a relação de Amélia e Tiago? E será que com o envolvimento de Pacino e Amélia, o destino da estudante com Tiago irá mudar? Como irá Afonso lidar com o “clone” da mulher que teve de abandonar? Irá algo mais surgir entre eles? Quando irá a companhia atuar novamente? Iremos finalmente conhecer o passado de Mafalda Torres? Tantas questões a responder em apenas um episódio! Só podemos esperar e o tempo já está a contar…

Beatriz Pinto