Classificação

7.8
Interpretação
7
Argumento
7.4
Realização
7
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Meant to be

Num bom episódio, mas aos tropeções em erros constantes, Krypton volta a não atingir o potencial expectável.

A série continua fraca em termos de ação, não nos permitindo vibrar com as cenas como era suposto. Apesar de não permanente, a derrota da Sentry de Brainiac foi muito insossa e mesmo antes de ser desativada, a Red Shard não representou o perigo que devia. Uma pergunta que fica a pairar no ar é: Como é que anteriormente as armas usadas contra a Sentry não tiveram efeito, mas desta vez conseguiram fazer-lhe um buraco? Outro aspeto que se mantém a prejudicar a série é a montagem das cenas, que por vezes não transmite a informação da forma mais clara; por exemplo, no ataque à Genesis Chamber não só não foi sentido o apoio do grupo Black Zero, como o paralelismo com os acontecimentos na Fortaleza não foram bem encadeados com os do ataque. Para além disso não ficou claro o impacto que tiveram na batalha as pistas que Adam Strange deu a Daron-Vex.

“They’re eating children!” (Sausage Party). Tudo bem que a Sentry precisava de energia para evoluir e se tornar mais forte, mas se o objetivo era decompor os nutrientes e átomos dos embriões da Genesis Chamber em energia pura, não teria sido mais fácil ir a uma fonte de energia? Na saga Matrix vemos as máquinas a usar a mesma técnica para se sustentarem, mas só depois de todas as outras fontes de energia terem sido destruídas. Neste caso ficou bastante dúbia esta decisão.

Passemos aos pontos positivos: Dev está vivo! Num twist interessante, os escritores conseguiram trazer de volta a personagem após a suposta morte no episódio passado, permitindo assim que esta continue a crescer e a impressionar. Hannah Waddingham como Jax-Ur e líder dos Black Zero é um farol que transpira poder e põe até General Zod de pé atrás – lembram-se dela na ilustre cena “Shame, shame, shame!” em Game of Thrones? O flashback com Adam Strange permitiu-nos conhecer mais da história do suposto herói e da sua viagem até Krypton. Para além disso, foram apresentadas as personagens de Sardath e Alanna – apesar de só termos ouvido as suas vozes, com certeza que terão maior relevância no futuro.

Adam Strange brilha nesta semana, tanto no passado como na sua determinada missão no presente. O contraste na sua interação com Kem permitiu expor tanto as fraquezas no seu pensamento, mas também nos mostrou que Adam se preocupa com os outros e não é completamente obcecado pela missão: “there are real people, in real danger, right now”.

“Seg não vai sacrificar o planeta dele, não mais do que o Superman sacrificaria o vosso”. E, nesta frase, Kem basicamente resume o porquê de não podermos apoiar Adam na sua tentativa de levar os planos de Brainiac avante.

Houve ainda tempo para Jayna-Zod e Nyssa-Vex mostrarem o seu valor e a sua perspicácia. Nyssa, apesar da educação venenosa do pai, decide não seguir o mesmo caminho que este, embora o ter conseguido entregar o pai como moeda de troca revele alguma frieza que poderá vir a desequilibrar a sua jornada para o caminho certo. Jayna prova ser tanto Zod como o seu neto, desvendando as suas verdadeiras intenções e pondo a confiança do General em cheque. Engraçado como após tantos anos a seguir a personagem do General Zod não me lembrava que o seu primeiro nome era Dru!

Por fim, o ataque de Ona foi surpreendente e impactante. Demonstra o monstro que Brainiac é e o herói que Adam Strange afirma ser. De realçar a maneira original como Adam utiliza o Zeta-Beam de forma a salvar Seg e companhia da explosão. Acabamos o episódio com uma grande dúvida: Quem é a mulher misteriosa no final? As teorias são muitas e vão desde Alanna, Arisia (um membro dos Green Lanterns Corps), Power Girl (versão da Supergirl da Terra-2) ou então ninguém em especial e apenas o que importa é para onde ela está a olhar que nos indicará para onde Adam foi transportado no tempo/espaço.

Krypton chega ao penúltimo episódio em “Hope” e ainda restam segredos a serem revelados antes que Seg-El tenha de escolher que sacrifício fazer para salvar a sua cidade e o seu planeta. Até lá, mantenham “The Vex Factor”!

Emanuel Candeias