Classificação

9
Interpretação
7.5
Argumento
8
Realização
9
Banda Sonora

[Contém Spoilers]

Penúltimo episódio da temporada e ficamos a saber como vai acontecer o crossover com Scandal e podemos ver a única e incomparável Olivia Pope (Kerry Washington), mas vamos ao episódio.

Temos agora três tramas a ocuparem-nos o tempo de antena: o caso de Isaac e a possível acusação na morte da filha; o caso de Laurel e do bebé “Wes” e a ação coletiva.

No caso de Isaac, Annalise tenta ajudá-lo o mais que pode, porque pensa ser a razão de tudo isto lhe estar a acontecer. Ele conta-lhe que voltou a consumir droga e começam um “ritual” de comer juntos numa lanchonete, contando as suas vidas e aproximando-se cada vez mais, aparecendo um clima de romance entre os dois. Esta opção de tentar mostrar Isaac como um possível interesse amoroso de Annalise (e que já acontece ao longo da temporada) não me agrada nada e a personagem de Isaac acho-a totalmente inútil na história. Acho que já disse isto, não disse? Mas não consigo achar interesse!. Bonnie, na Promotoria, tenta descobrir em que ponto está o caso e se Isaac vai ser acusado ou não e tentando ainda que o caso não vá avante. Aparentemente consegue, mas não, porque Denver não cai na sua cantiga e percebe que ela está a ajudar Annalise.

Mas através de Bonnie, Annalise descobre que Stella, a filha de Isaac, morreu por overdose da mesma droga que Isaac consumiu na noite anterior. Assim, Annalise, ao confrontar Isaac, descobre que Stella consumiu as drogas que o pai tinha em casa e que para que a mulher não descobrisse, Isaac enviou uma mensagem do telemóvel de Stella para a mãe a simular o suicídio e desfez-se das drogas, de forma a não ser culpabilizado.

De volta à Promotoria, Bonnie descobre que afinal não conseguiu que o caso fosse arquivado e que vai seguir para investigação e Isaac vai ser acusado. Neste momento, Bonnie enche-se de força e chantageia Denver: ou ele arquiva o processo ou ela vai divulgar os seus podres, que levam à sua queda. Ai, Bonnie, o alvo nas tuas costas vai aumentando cada vez mais! Acaba por conseguir e o caso é arquivado. Annalise conta a Isaac a novidade, acontece um clima sexual (ou só estranho!) entre eles, mas Annalise percebe que ele estava sob o efeito de drogas e acabam a discutir e a trocar acusações e a culparem-se um ao outro dos seus problemas.

Já os Keating 5 estão reunidos de novo e a trabalhar de borla para a grande Annalise Keating na sua ação coletiva. Todos discutem o caso e como podem apresentá-lo (fazendo o trabalho de Annalise), sendo Michaela e Connor os mais aguerridos (vá lá, Connor lutou para participar na ação coletiva com Annalise, vamos dar crédito ao rapaz, que decidiu volta a estudar direito!), enquanto Asher se torna num cozinheiro de trazer por casa. Com isto, o pai de Nate conta-nos a sua história de vida, a razão de ser preso, o que aconteceu para ser consecutivamente preso, violando as saídas condicionais e o homicídio na prisão depois de ter estado um ano isolado na solitária.

No final, o trabalho não serve para nada, porque Annalise nem tem a possibilidade de apresentar a ação, já que o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que quer ouvir o caso por eles próprios e que o caso não deve ser discutido num tribunal. Annalise fica com a função de escrever um documento com a sua argumentação do caso. No final, o Supremo Tribunal decide contra a ação de Annalise e vêmo-la recolher as fotos dos casos que fomos acompanhando ao longo desta temporada e que ajudaram a construir este.

No caso de Laurel e do bebé “Wes”, Frank investiga a mãe de Laurel para descobrir a sua ligação com Wes e quais são os seus planos. Entretanto, é comunicado a Laurel o agendamento da visita ao seu bebé e ela vai pela primeira vez ver o seu filho. Quem a vai acompanhar é a mãe, mãe essa que Frank descobriu que tem falado com Jorge frequentemente nos últimos dias, ficando a pensar que estão os dois contra Laurel, por isso vai acompanhá-la também. Ao chegar ao hospital, apenas a mãe de Laurel está presente, o pai, a pedido dela, não estará. Aparentemente era sobre isto que falaram tantas vezes nos últimos dias. O encontro é emocional e Laurel dá o nome de Christopher ao bebé em honra a Wes (Christophe).

No final, Frank confronta a mãe de Laurel e pergunta-lhe diretamente como ela conhecia Wes e qual o papel dela nesta história.

Mas o melhor fica para o fim e Michaela não desiste do caso e arranja uma maneira de conseguirem que a ação avance e nada melhor do que ter do seu lado uma pessoa com influência no meio político dos EUA e que resolva problemas e essa pessoa não é ninguém menos que, senhoras e senhores, Olivia Pope, que nos vai mostrar “How to survive a Scandal”. A cena da escrita no quadro traz tão boas memórias e faz voltar atrás no tempo, até ao primeiro episódio da série, com uma Annalise tão diferente em frente àquele quadro. Mas desta vez, Annalise está sentada para ouvir o que Olivia tem para dizer!

Episódio novamente morno, que acaba perdido por tantas coisas a acontecer ao mesmo tempo; há muitas questões pendentes e dispersas e nenhuma parece muito relevante. Talvez a ligação da mãe de Laurel com Wes e toda essa história seja a mais interessante e percebe-se, porque também é a história que vem da temporada passada, da morte de Wes e de todos os eventos que a série tem seguido. A história de Isaac foi só perda de tempo e sem sentido. A ação coletiva pode ser um dos pontos forte e pode dar o cliffhanger para a próxima temporada, mas começou em força e perdeu relevância com o avançar dos episódios, parecendo quase esquecida por Annalise. E estou muito curioso para ver a participação de Olivia na história e o que estas duas figuras femininas tão fortes têm para dar ao contracenarem.

Ao ver Bonnie tão nervosa e de arma em punho com medo do que lhe possa acontecer, fiquei com a ideia de que uma morte no próximo e último episódio da temporada possa vir a acontecer e isso agrada-me, porque no fundo o que nos fez agarrar à série foi todo o suspense que lhe deu o mote inicial.

Como acham que vai ser o último episódio desta temporada, que só estará de volta no início de março?

David Pereira