Classificação

9
Interpretação
9
Argumento
8.5
Realização
8.5
Banda Sonora

[Contém Spoilers]

Annalise começa o processo para dar início à ação coletiva contra o Estado da Pensilvânia e para isso precisa de um grupo de queixosos e, principalmente, de dinheiro. Para o primeiro ponto tem que começar pelos antigos clientes de Virginia Cross, mas precisa de ser alguém às “direitas”, simpático e que fique bem nas câmaras. O segundo ponto é mais complicado.

E a sua próxima cliente é a Presidente Hargrove. Hargrove continua em processo de  divórcio e de luta pela custódia dos filhos. Ela mostra-se reticente em ter Annalise como advogada, mas Annalise cobra-lhe por ela a ter tentado incriminar para Atwood. Mesmo assim, Hargrove não a quer como sua advogada e Annalise propõe-lhe ser apenas consultora no caso, não tendo ela de despedir o seu advogado. No fim, se correr bem, logo lhe paga. Assim é.

Porém, surpresa das surpresas, adivinhem quem são as advogadas de Hargrove! Tegan Price e Michaela. Michaela já não é propriamente a fã número um de Annalise e esta, por mais que se queira distanciar dos seus antigos alunos, não está fácil de o conseguir. Isto faz ainda com que Tegan descubra que Michaela esteve relacionada com Annalise.

Mas que quarteto de mulheres poderosas se juntou aqui! Michaela com estas duas mestres pode-se tornar implacável, tal como elas!

Em relação ao caso de Hargrove, o seu marido, Raul, exige seis milhões de dólares no divórcio e apresenta provas do problema com o álcool de Hargrove e de que precisou de terapia por ter vivido com uma mulher assim. Estas provas podem ser um grande problema quer para o caso, quer para o trabalho de Hargrove como Presidente da Universidade, pois tornar-se-iam públicas e a direção da Universidade ficaria a saber do seu alcoolismo. Tegan e Michaela sugerem tentar acalmar os ânimos e chegar a acordo com Raul, mas Annalise incentiva Hargrove a contra-atacar e assim acontece.

Annalise fica encarregue de escrever o contra-processo, mas acaba por enviá-lo por engano para um dos diretores da Universidade em vez de para o advogado de Raul. Isto acontece à porta do terapeuta, enquanto ela esperava por uma nova sessão e enquanto ligava para obter o nome dos antigos clientes de Virginia para dar início à ação coletiva.

A sessão de terapia neste episódio focou-se em Wes e no significado da sua perda para Annalise, achando Isaac que este é o verdadeiro motivo para a ação coletiva de Annalise. Annalise acha que Isaac está a ultrapassar alguns limites e mostra que não confia nele. Aliás, não confia em ninguém porque as pessoas acabam sempre por desiludi-la.

O envio do processo para a pessoa errada levanta problemas a Hargrove, que tem agora o cargo em perigo. Annalise pede imensas desculpas, mas errou e tem que assumir esse erro. Isto leva Tegan a questionar: “Was she ever good at her job?” (e aquele comentário sobre a sensualidade de Annalise… Não me digam que vão acabar as duas envolvidas! Annalise não precisa disso!). Sim, foi, e continua a ser, está só um bocadinho com falta de prática e com muito na cabeça. Annalise mostra-lhe isso logo de seguida, quando consegue salvar o caso de Hargrove. Annalise recorda-se que Raul havia mencionado a terapia e com isso conseguiram exigir os registos dessas sessões.

Desses registos, descobrimos que Raul se tinha encontrado com alguém chamado Hsu antes do divórcio, ou seja, Raul tinha uma amante e o adultério levava a que não tivesse direito a nada, mas esperem… Hsu era na realidade o gerente financeiro do casal e assim descobrem que Raul tinha desviado o seu dinheiro, que assim não entrou no processo de divórcio, fazendo com que ele pudesse exigir mais dinheiro a Hargrove. Acordo final, custódia partilhada e Hargrove dá-lhe um milhão de dólares. Annalise conseguiu.

Com isto, Annalise recebe uma oferta de Tegan: trabalhar para a Caplan and Gold. Ficou no ar a hipótese, que não agradou nada a Michaela, que fez questão de dizer isso a Annalise. Parece-me que isso vai ter o resultado contrário ao desejado por Michaela e para além disso teve de ouvir o que não queria. Para Annalise, Michaela procura apenas alguém que a reconforte e que lhe dê um rumo, a mãe que nunca teve.

Frank aparece ainda à porta de Annalise oferecendo-lhe dinheiro para a ação coletiva. O dinheiro que ganhou aquando da morte do seu filho às mãos dos Mahoney, o que deixa Annalise ainda mais triste e derrotada. Tudo lhe lembra a perda dos filhos (sim, estou a incluir Wes).

Descobrimos ainda que Denver se vai candidatar a Procurador-Geral, quando Bonnie lhe pede autorização para rever os casos de Virginia Cross, para o caso de Annalise começar um caso contra a Promotoria e os Defensores Públicos, mal sonha ela!

Laurel (que neste episódio fez sexo com Frank! Para quê? Vai baralhar tudo novamente!), ao saber que Denver vai concorrer para Procurador, fica alterada, porque a pessoa que abafou o caso de Wes não pode ser Procurador e inicia mais uma busca por iniciativa própria, mas sempre com Denver a segui-la desconfiado. Acaba por descobrir que um dos financiadores da campanha de Denver é um homem que já morreu, mas que trabalhava para o seu pai, ou seja, o seu pai está a financiar Denver para que este abafe o caso da morte de Wes. Conta o que descobriu a Michaela e pede a esta que consiga aceder ao processo da Antares na Caplan and Gold rapidamente, ao que esta lhe diz que descobriu uma maneira de o conseguir: Oliver.

Em relação a Connor e aos seus pais, descobrimos que o seu pai, Jeff, só se assumiu depois do próprio Connor ter saído do armário e que Connor guarda algum rancor desde aí, por ele lhe ter voltado as costas a si e à sua mãe. Já Oliver parece ser um claro apoiante de Jeff e Ted. No fim, Jeff diz a Connor que ele não devia estar com Oliver, que Oliver não é suficiente para ele! Sai daqui, Jeff! Ninguém quer saber a tua teoria! Mas vá, na parte em que dizes que Connor já não é o que era, tenho de concordar!

Assistimos ainda à descrição por parte de Isaac das sessões de Annalise até agora, onde ele conta que ela serve de gatilho para as suas próprias emoções e isso pode ser um problema. Nesse preciso momento chega a nova paciente, Julie, que na verdade é Bonnie!

No flashforward, um mês e meio depois, revemos todos os acontecimentos até agora e vemos Julie (que sabemos ser Bonnie) ligar a Isaac, que rejeita a chamada. De seguida, vemos Bonnie entrar na Caplan and Gold, onde se vê sangue por todo o lado, no chão, nas paredes de vidro, e quando pergunta pela testemunha, encaminham-na para Oliver. Aquele sangue todo era na secretária de Michela?

Eliminamos Oliver da lista de possíveis mortos, mas temos uma nova questão: o que tem Oliver a ver com o assunto? E porque razão existem duas cenas de crime, o hotel de Annalise e o escritório? E o que pretende Bonnie com Isaac? Só tramar Annalise ou haverá algo mais?

Uma teoria: Annalise passará a trabalhar na Caplan and Gold, as coisas com Michaela tornar-se-ão tensas, mas no fim acabarão as duas envolvidas, bem como Laurel. Percebemos que Oliver vai juntar-se a Michaela e Laurel na batalha contra o pai desta última (pode ser este o morto, uma forte possibilidade) e ao hackear as contas da Antares pode levar a que o pai de Laurel descubra e se volte contra eles.

Bom episódio, agradou-me o caso da semana e ver aquelas quatro mulheres a trabalharem juntas agarrou-me ao ecrã. O flashforward deixa-me ainda mais confuso e com várias teorias, o que me deixa contente por ser este o tipo de série que me prende e me torna num viciado.

David Pereira