Classificação

7.9
Interpretação
7.7
Argumento
7.8
Realização
7.9
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

A apenas uma semana do final desta 14.ª temporada de Grey’s Anatomy, a série traz-nos Cold As Ice, episódio que fica marcado não só pelo regresso, ainda que breve, de Nicole Herman (Geena Davis) a Grey’s, mas também por um acidente que pode bem vir a mudar a vida das nossas personagens.

Cold As Ice até começa de forma tranquila: April acaba de enviar os convites para o casamento de Jo e Alex por e-mail, os quais são rapidamente recebidos pelos nossos médicos favoritos. Amelia encontra Betty na casa de Owen, depois de esta ter desaparecido no episódio anterior e resolve levá-la para o trabalho; e Arizona informa Bailey que se irá mudar para Nova Iorque, deixando assim o hospital.

A verdade é que não existe nenhuma indicação de que algo se passa de errado… Isto é, até que todos começam a perguntar por Kepner. Inicialmente, os nossos médicos não pensam muito sobre o assunto, mas, enquanto espectadora, comecei quase de imediato a sentir que algo não estava certo. Essa suspeita foi confirmada quando, passado algum tempo, Matthew (Justin Bruening) dá entrada no hospital após um acidente de carro o deixar lesionado. Antes de voltar a ficar inconsciente, Matthew dá a entender que April também se encontrava no veículo e assim começa a busca pela médica.

Owen regressa com os paramédicos ao local onde Matthew foi encontrado e não tarda a dar de caras com April, que se encontra inconsciente e parcialmente submersa numa ravina. A médica é rapidamente transportada para o hospital, mas tudo dá a entender que é demasiado tarde para April. Apesar da sua falta de sinais vitais, Meredith, Maggie e todos os outros médicos que sabem da situação trabalham sem parar para reanimar a nossa Dr.ª Kepner.

Para desagrado de Maggie, Meredith resolve não contar de imediato a Jackson o que aconteceu a April, uma vez que este se encontra em cirurgia. Ainda assim, esta é a primeira coisa que Jackson ouve ao sair e, como seria de esperar, o médico junta-se aos seus colegas que continuam a fazer o possível para salvar April.

Após conseguirem colocar April em bypass, não há nada mais que os nossos médicos possam fazer a não ser rezar (porque, nas palavras de Owen, é aquilo que April iria querer). Até mesmo Jackson reza por April, que, no momento certo, começa a acordar.

Pessoalmente, esta storyline não me deixou com o coração nas mãos, uma vez que os atores já nos haviam assegurado que April e Arizona iriam sair da série com vida. Ainda assim, estaria a mentir se dissesse que não lacrimejei em algumas cenas. Acho que todos os atores nos deram uma performance brilhante neste episódio, com destaque para a performance de Jesse Williams, que, finalmente, mostrou ao mundo que também ele consegue fazer a icónica ugly cry face.

Aquilo que realmente me surpreendeu na história de April foi o seu relacionamento com Matthew, do qual ficámos a saber através de Arizona. Pois é, parece que os dois estão juntos há algum tempo, mas April resolveu não contar a ninguém com medo de ser julgada pelos seus colegas. Pessoalmente, estou feliz pela nossa Dr.ª Kepner. Depois de tudo aquilo por que April passou, definitivamente merece ser feliz.

Apesar do acidente de April ter sido o grande foco deste episódio, tenho também que falar um pouco sobre Arizona. Honestamente, apesar de perceber a sua motivação, fiquei algo desiludida quando, no episódio anterior, Arizona deu a entender que iria deixar Seattle porque era o melhor para Sofia. É uma razão perfeitamente válida, sim, mas o melhor para Sofia não era, de todo, o melhor para Arizona… Isto é, até que Herman sugeriu fundar o Robbins-Herman Center for Women’s Health, no qual as duas irão treinar novos cirurgiões da maneira que Herman treinou Arizona. Pessoalmente, sempre adorei Arizona e a ideia de esta personagem sair da série por uma razão que, na minha opinião, era insuficiente para o justificar não me assentou bem, mas aceitar esta decisão tornou-se muito mais fácil ao saber que há grandes coisas à espera da nossa Dr.ª Robbins.

Por fim, estou a adorar a forma como Amelia lida com Betty. Apesar de a jovem ter mentido a Amelia, no início do episódio, a médica, tendo passado por uma situação semelhante, mostra-se compreensiva e não desiste de Betty.

No geral, é com toda a segurança que digo que este foi um bom episódio, que apenas pecou por ser tão curto. Se há alturas em que gostava que Grey’s condensasse um pouco algumas narrativas, há outras em que me parece que uns meros 45 minutos não são o suficiente. A verdade é que não queria que este episódio acabasse, mas estou mais do que pronta para esta season finale.

Inês Salvado