Classificação

7.6
Interpretação
7.1
Argumento
7.4
Realização
7.5
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

Imediatamente após ser anunciada a saída de duas personagens de Grey’s Anatomy, chega-nos Games People Play, um episódio cuja premissa demonstrava algum potencial de redenção para a série que, ultimamente, não tem demonstrado grandes desenvolvimentos, mas que acabou por não ser nada mais do que (mais) um episódio para “encher chouriços”.

Como seria de esperar, o elo de ligação entre este episódio e os que o antecedem continua a ser o concurso de inovação cirúrgica e os projetos de cada um dos nossos médicos. Assim, Meredith e Jo continuam a tentar assegurar a patente para o polímero, enquanto Arizona e Carina prosseguem a sua investigação sobre a mortalidade materna. Quanto aos restantes projetos… Parece que Grey’s não tem grande interesse em mostrar a sua evolução.

Outra constante nestes últimos episódios de Grey’s Anatomy tem sido o caso de Kimmie (Nayah Damasen). Apesar de este episódio não se focar tanto na sua cura como os anteriores, abriu caminho a um tópico bastante discutido nos dias de hoje: o uso de marijuana para fins medicinais. Achei interessante, ainda que um pouco apressada, a forma como abordaram este tema. A mudança de posição da avó de Kimmie em relação a estas drogas pareceu-me demasiado brusca e pouco natural, mas percebo que não se pode ter tudo quando há tantas narrativas a decorrer em simultâneo.

Se é verdade que a história de Kimmie me continua a trazer algum conforto, o mesmo não pode ser dito em relação a praticamente todas as restantes narrativas presentes neste episódio (com uma ou outra exceção à regra, sobre as quais falarei mais à frente). Começando pela história da patente – que, honestamente, já se arrasta há demasiados episódios) –, acreditei, por momentos, que a situação seria finalmente resolvida. Meredith e Jo conseguiriam o seu polímero e todos poderíamos seguir em frente com as nossas vidas. Claro que, Grey’s sendo Grey’s, esse não foi o caso e as nossas médicas arriscam agora perder todo o seu projeto por o terem mostrado a Marie (Rachel Ticotin).

Por falar em histórias que se arrastam há séculos, Maggie e Jackson juntam-se por fim neste episódio, após todo um conjunto de eventos que incita um eye roll a qualquer pessoa. Apesar de continuar a não ser a maior fã desta relação, tenho a dizer que me incomodou muito menos do que aquilo que achava. Em vez disso, fiquei furiosa com a atitude de April, que me tem vindo a irritar desde Personal Jesus. Pessoalmente, esperava que a sua história tomasse uma direção completamente diferente àquela que realmente tomou e tenho a dizer que estou bastante desiludida com esta nova April. Outrora uma grande personagem, parece-me que Kepner perdeu o seu rumo (de forma bastante exagerada), pelo que não me surpreende a notícia da saída de Sarah Drew. Entristece-me, sem dúvida, mas não me surpreende de todo.

Devo dizer ainda que não apoio, de todo, a decisão de voltar a juntar Amelia e Owen, mesmo que seja apenas para satisfazer necessidades físicas. Não acho que seja um cenário realista, tendo em conta o passado destas personagens, e não compreendo a lógica por detrás desta decisão.

Ainda assim, nem tudo neste episódio foi completamente mau. Para além da história de Kimmie, gostei imenso do pequeno confronto entre Arizona e Kate. Acho bastante importante o facto de Arizona ter identificado um padrão entre as cesarianas e os fins de semana de Kate e acredito que poderia tratar-se de uma história com potencial para ser seguida, uma vez que não é algo que deva permanecer escondido, por representar um perigo para os pacientes.

Não posso dar esta review por terminada sem antes falar um pouco sobre Alex. Apesar de, ultimamente, não ter tido grande destaque, Alex continua a ser das poucas personagens de quem não me consigo fartar. Acompanho a série desde o seu início e acredito que poucas personagens mudaram e evoluíram tanto como o nosso Dr. Karev. Adorei vê-lo a lutar por Kimmie e agrada-me que a sua relação com Jo esteja de novo num bom caminho.

Por último, gostaria de saber quais as vossas opiniões e sentimentos em relação não só ao episódio, mas também às notícias da semana. O que acham que o futuro reserva a Grey’s?

Inês Salvado

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