Classificação

8.4
Interpretação
7.8
Argumento
8
Realização
7.9
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

Mais uma semana e mais um episódio de Grey’s Anatomy! Este terceiro episódio, intitulado Go Big or Go Home, foca-se, principalmente, no tumor de Amelia, o qual nos foi revelado na semana passada. Assinala, também, o regresso de Harper Avery (Chelcie Ross) e de um rosto familiar do passado de Meredith, o seu psiquiatra.

Uma vez que o grande foco do episódio esteve em Amelia, comecemos por falar sobre ela. Desde o seu início que Go Big Or Go Home veio a confirmar um dos meus grandes medos em relação ao tumor de Amelia: o facto de este se encontrar na parte do cérebro que controla os seus impulsos e decisões. Esta nova peça de informação obriga à pergunta: quem é Amelia Shepherd? Quem é esta personagem que temos vindo a conhecer ao longo de tantas temporadas? Até que ponto é que Amelia é controlada e definida pelo seu tumor?

Pessoalmente, odeio que esta grande personagem e as suas decisões estejam a ser reduzidas a nada mais que um tumor, que apareceu como que por magia e pôs em causa o comportamento de Amelia praticamente desde que a conhecemos. Detesto que este tumor sirva de justificação a todos os momentos em que Amelia tinha todo o direito de se chatear e fazer o que é melhor para si própria, como se não tivesse razões perfeitamente válidas para agir da forma que agiu no passado. Honestamente, o único aspeto desta narrativa que me serviu de algum consolo foi o facto de Richard dizer a Amelia que não havia nada de errado com as decisões que havia tomado em relação aos seus pacientes de até então.

Falando ainda sobre Amelia, gostei particularmente das cenas que esta partilhou com Richard, Maggie e Meredith. Richard é a primeira pessoa a quem o tumor de Amelia é revelado e os dois partilham uma cena um tanto engraçada quando Richard resolve mostrar a Amelia o seu tumor, com a intenção de a confortar. Isto leva a que Amelia goze com o tumor de Richard devido ao seu tamanho, praticamente invisível em comparação à “toranja” alojada no seu lóbulo frontal. Maggie é a segunda pessoa a quem Amelia conta sobre o tumor, após uma tentativa falhada por parte de DeLuca. Como era de esperar, Maggie começa a chorar e Amelia tenta reconfortá-la (na realidade, acho que tenta reconfortar ambas) ao dizer “Vá lá, é hilariante. Sou uma neurocirurgiã com um tumor cerebral.” Esta cena torna-se um tanto mais deprimente quando Amelia pede a Maggie que conte a Meredith sobre o seu tumor, uma vez que esta passou anos a dizer que havia algo de errado com Amelia e a médica não a consegue confrontar. Toda esta tristeza desaparece quando, no final do episódio, Meredith vai ao quarto de hospital de Amelia e se deita com ela – uma cena que, apesar de não ter qualquer forma de diálogo, quase me fez chorar (e eu não choro facilmente. Okay, talvez chore com alguma facilidade).

Ainda neste episódio, Harper Avery regressa para discutir o dinheiro que tem sido gasto com o hospital, não se importando em esconder o seu desagrado em relação às decisões tomadas por Miranda, a qual acaba por despedir. Esta decisão fica, no entanto, sem efeito, uma vez que – para a felicidade de muitos, em especial de Jackson – Avery acaba por falecer de modo inesperado antes de poder tornar tudo oficial. Apesar de esta situação ser um tanto ridícula, é verdade que soltei algumas gargalhadas com a reação de Jackson à morte do seu avô: “Conforta-me saber que ele morreu… A fazer aquilo que gostava.”

Gostei, também, da forma como o regresso do psiquiatra de Meredith levou a que esta resolvesse os seus próprios problemas com Riggs – bom, talvez “resolver” não é o termo certo, mas pelo menos agora está tudo em aberto. Na realidade, Meredith está chateada porque sente que Riggs tem uma oportunidade que ela nunca terá, uma vez que, ao contrário de Megan, Derek não regressará. Parece-me ser uma razão perfeitamente aceitável para se estar chateado, no entanto acredito que Meredith está, de certa forma, a afastar Riggs por outros motivos, uma vez que o ignora completamente quando este diz que a ama e o continua a pressionar para lutar por Megan.

À semelhança do que aconteceu nos episódios anteriores, as cenas entre Arizona e Carina, assim como entre Alex e Jo, serviram para suavizar o episódio, sendo que desta vez April juntou-se também à festa, ao persuadir uma rapariga a ir ao baile com o seu paciente, o qual teve um acidente com um balão de ar quente ao convidá-la para o baile.

Considerando tudo isto, achei este episódio um pouco melhor do que os anteriores, em grande parte devido à carga emocional que acompanha as cenas de Amelia. Estou satisfeita com a decisão de não arrastar a revelação do tumor e, agora que todas as personagens próximas a Amelia sabem da sua existência, espero que a narrativa continue a decorrer com esta mesma rapidez. Acredito também que esta seria a altura perfeita para trazer Addison de volta a Seattle para uma visita rápida à sua ex-cunhada… O que acham?

Inês Salvado

Se ainda não conhecem os nossos parceiros de Grey’s Anatomy (Portugal), espreitem aqui!