Apesar de um determinado período da minha infância ter sido marcado por várias séries, confesso que durante uns anos andei um pouco mais afastada deste mundo. Depois, um pouco por culpa dos canais do cabo (mas não só), o meu interesse voltou a despertar. Algumas destas serviram apenas como entretenimento na altura, mas outras ficaram para sempre e nunca as vou esquecer, até porque algumas marcam o início do meu vício por séries. Conheçam então as séries da minha adolescência:

Close to Home

Comecei a ver esta série muito por acaso, ao deparar-me com ela na televisão. Ao início via um bocado por não haver grandes alternativas àquela hora, mas acabei por me interessar pela série, até porque sempre achei piada a tudo o que envolvesse julgamentos, advogados e crimes. Não acompanhei a série durante muito tempo – até porque durou apenas duas temporadas e julgo não as ter visto na totalidade -, mas esta marca o meu regresso a ver séries com regularidade.

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Friends

Dizer sobre Friends que esta é ‘a’ comédia basta para explicar que esta série marcou a minha (e não só) geração e marcou-me a mim também. Cheguei a ver a série ainda na minha infância, provavelmente numa altura em que não acharia as piadas assim tão engraçadas, mas graças às belas reposições da RTP2 e a umas quantas temporadas que adquiri em DVD, não fui capaz de largar Friends nos meus teen years. Rachel e Ross foram o primeiro casal que shippei, os dois eram individualmente os meus personagens preferidos e não havia como não adorar todos os personagens, bem como os convidados especiais, que traziam sempre um toque ainda mais divertido à série. E os flashbacks de Ross com bigode, de Monica gorda, de Rachel com o nariz horroroso… Friends é aquela série impossível de esquecer e que vale sempre a pena rever.

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Gilmore Girls

Lorelai e Rory são mãe e filha com uma relação bastante próxima, sendo que a mãe tem muito menos juízo do que a filha. Basicamente alimentam-se de comida rápida, donuts, café e todas as coisas que sabem muito bem, mas fazem mal; falam pelos cotovelos, adoram cinema e fazer referências a coisas relacionadas com a cultura pop e conversam sobre rapazes como se fossem um par de amigas da escola. Não havia nada melhor do que chegar a casa das aulas ao fim do dia e ter um episódio (ou vários) para ver. Passada numa pequena cidade chamada Stars Hollow (e eu adoro séries passada em cidadezinhas), Gilmore Girls era uma série muito divertida de se acompanhar graças às piadas constantes de Lorelai, ao bom-humor de Sookie, à antipatia de Michel e à personalidade stressadinha de Emily Gilmore. É claro que havia sempre espaço para os dramas de Rory e dos seus namorados, mas confesso que sempre achei Rory o ponto fraco da série.

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Lipstick Jungle

Quando vi o episódio piloto desta série não dei nada por ela, mas dois ou três episódios mais tarde, já estava completamente rendida. Esta é a primeira série pela qual fui completa e totalmente viciada. Mal conseguia esperar pelo próximo episódio e assim que começava a dar o genérico lá começava eu aos pulos (às vezes literalmente!) de entusiasmo. Para quem não conhece, pode-se dizer que Lipstick Jungle é uma versão mais soft de Sex and the City e tem como protagonistas um grupo de três amigas, todas mulheres de sucesso, cada uma na sua área. A comparação é mesmo justa, porque ambas as séries são inspiradas em livros de Candace Bushnell. Também gostava bastante de Sex and the City, mas gostei muito mais de Lipstick Jungle, onde não havia nenhuma Carrie Bradshaw para me irritar. Aqui também havia fascínio por sapatos, pela moda – até porque Nico Reilly, a minha personagem favorita, era editora numa revista de moda -, mas essa foi sempre a parte que menos me interessou neste tipo de séries. De acrescentar que Robert Buckley em tronco nu era sempre muito agradável de se ver.

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Roswell

Eu nunca fui muito dada a nada que tivesse a ver com ficção científica, mas em todas as regras há exceções e Roswell foi essa exceção para mim. Começando pelo genérico genial cantado por Dido, passando pela trama, que era bastante agradável de acompanhar, e não esquecendo a minha pequena paixoneta por Michael. Acho que nunca cheguei a ver o fim da série, mas fico a aguardar por uma reposição na televisão. Já agora, mais alguém acha que a Majandra Delfino é a cara chapada da Scarlett Johansson?

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The O.C.

Outra série adolescente da minha adolescência foi The O.C., nos tempos em que passava na televisão. Nunca apanhei a série desde o início, mas comecei a ver com o meu irmão e acabámos por nos sentar todas as quartas-feiras (se bem me lembro era nesse dia que era emitida) em frente ao ecrã para vermos o novo episódio. Já noutras crónicas disse que não suportava Marissa e continuo a sentir o mesmo em relação a ela. Para mim, o melhor da série era Julie Cooper, mas também gostava muito de Ryan e de Seth, bem como de Taylor, que substituiu Marissa como interesse amoroso de Ryan. Para mim a série ficou bem melhor sem Marissa e Taylor era uma personagem bastante engraçada que me fez rir muitas vezes.

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Without a Trace

Tal como Close to Home, esta foi outra das séries que descobri por acaso na RTP2 e que durante uns tempos acompanhei, uma vez que fiquei ‘agarrada’ aos casos de investigação, principalmente numa altura em que não havia um leque tão variado de escolha como acontece agora em relação às séries policiais. No entanto, ao fim de algumas temporadas, comecei a achar que os casos estavam a tornar-se chatos, que os episódios me começavam a dar sono e que perdera a vontade de continuar a acompanhar. É a prova de que nem todas as séries do género têm a capacidade de captar a atenção por muitas temporadas.

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She Spies

Não sou capaz de dizer a quantidade de vezes que vi cada episódio desta série, mas garanto que foram muitas. As protagonistas eram três mulheres ex-presidiárias que aceitaram uma proposta para trabalhar para uma agência federal a combater o crime. Pode-se dizer que esta série era uma espécie de Alias meet Charlie’s Angels, com elas sempre metidas em operações que muitas vezes envolviam andar sob disfarce e sem esquecer que eram um bando de raparigas giras. Não era uma série de grande qualidade, mas eu achava um máximo.

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The Simpsons

Esta série já começa a poder ser considerada um clássico e bem merece o título! Estreou um ano antes de eu ter nascido e continua a ter sucesso, embora não tanto como noutros tempos. No entanto, nos meus 15/16 anos, havia reposições constantes na televisão à noite, no fim do jantar, e eu e o meu irmão bem que tentávamos não perder nenhum episódio. Aliás, muitos deles acabavam por ser repetidos, mas havia sempre um ou outro novo que nos tinha escapado ou do qual já não nos lembrávamos bem. E os especiais de Halloween era sempre qualquer coisa de surpreendente!

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The Twilight Zone

Esta série já teve várias edições, se assim se pode dizer. Uma nos anos 60, outra na década de 80 e uma mais recente, de 2002. Foi esta última que fui acompanhando, também na televisão. Se bem me recordo, a cada episódio eram contadas duas (ou eram três?) histórias diferentes sempre com uma componente de ficção científica e ou terror e com um final surpreendente. Era diferente de todas as outras séries que existiam na altura e despertava curiosidade por isso mesmo.

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Agora querem contar-nos quais foram as séries que marcaram a vossa adolescência?

Diana Sampaio.