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Altered Carbon chegou à Netflix para rasgar! É uma série passada no pós-apocalíptico e conta a história de Takeshi Kovacs que é reavivado - já explico como! - por um magnata máximo (Laurent Bancroft) para que este desvende o segredo da sua morte.

8.3
Interpretação
8.6
Argumento
7.9
Realização
5.5
Banda Sonora

CONTÉM SPOILERS!

Altered Carbon chegou à Netflix para rasgar! É uma série passada no pós-apocalíptico (não entendo porque é que gosto tanto destas séries) e conta a história de um moço chamado Takeshi Kovacs que é reavivado – já explico como! – por um magnata máximo (Laurent Bancroft) para que este desvende o segredo da sua morte.

Ora neste mundo louco de Altered Carbon, as pessoas, as suas memórias e personalidade são gravadas num chip que cada ser humano tem no pescoço. Nisto, quando ‘morrem’, desde que o chip não seja arruinado, podem sempre ser inseridas num corpo humano qualquer – e os corpos passam a ser apenas recipientes para os seres humanos.

Takeshi Kovacs é o último emissário existente: 250 anos antes desta sua ressurreição fazia parte da luta contra esta forma de vida e pertencia a um grupo de pessoas conhecidos como Emissários. É altamente intuitivo, altamente dotado nas artes marciais e de combate e altamente fiel aos seus princípios. É conhecido na atualidade da série como terrorista, mas na realidade é um pouco mais que isso.

Este primeiro episódio começa logo com o renascimento de Takeshi e ao longo do episódio vamos conhecendo as várias personagens que o vão acompanhar nesta história: desde a mulher polícia que automaticamente o cataloga como terrorista e quer fazer de tudo para que ele volte para o armazém (ri-me), ao magnata Laurent Bancroft e sua família.

Bancroft explica claramente a Takeshi que acredita que ele é o único capaz de desvendar aquilo que ninguém foi capaz até agora: parece que Bancroft morreu realmente – estragaram-lhe o chip e não era suposto ele estar vivo; mas acontece que ele é podre de rico e aparentemente tem um satélite próprio que faz o backup das suas memórias e conseguiu assim ‘renascer’ e entrar noutro corpo. Acontece que no meio deste backup e afins, Bancroft apagou os últimos minutos da sua vida e não se lembra de quem o matou. Apenas existem dois suspeitos: ele mesmo – suicídio – e a sua mulher. Bancroft jura a pés juntos que não se suicidou; e jura a pés juntos que não foi a sua mulher.

Takeshi tomou a decisão de que não quer ficar nem por nada, mas Bancroft não desiste, oferece-lhe dinheiro, perdão pelos atos que levaram a que ele fosse intitulado de terrorista e a decisão de mudar de corpo e ser um homem livre depois de resolver o problema.

Somos também introduzidos ao passado de Takeshi, quando ele fazia parte da luta contra o mundo atual – e o conflito da decisão dele entre aceitar investigar a morte de Bancroft ou voltar para o armazém, aonde ele acredita que pertence por achar que este mundo não é para ele.

Enquanto decide e não decide, Takeshi vai dar uma volta pela cidade e aproveitar o que a cidade tem de bom antes de voltar para o armazém, como ele diz que vai fazer. Nestes entretantos, Takeshi é de novo abordado pela mulher polícia – que curiosamente foi quem esteve encarregue de tentar resolver o homicídio de Bancrof e não conseguiu – e também por um gangue estranho de criminosos que o levam a concluir que há algo mais por detrás da morte dele e decide ficar. E assim começa Altered Carbon, uma viagem por um mundo diferente que promete uma história diferente do habitual.

O conceito é altamente desenvolvido, é diferente e alguns conceitos não são fáceis de encaixar. Estamos a entrar numa realidade completamente distinta da nossa e temos que nos adaptar à visão do mundo de Altered Carbon. A história é muito convidativa e parece ter pano para mangas no meio do mistério todo. Resta esperar que não arruínem a série com um desfecho desanimador.

Aconselho vivamente, todo o conceito está bastante bem conseguido e a fluidez da série ajuda a que, apesar de ser um conceito complexo de conceber, seja suficiente para agarrar o público! Eu cá vou já tratar de continuar a ver!

Joana Henriques Pereira